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Mercados de longo curso com planos ténues para visitar a Europa

A previsão de viajar para a Europa nos meses de Verão é ainda fraca nos 6 principais mercados de longa distância analisados.

Para entender e responder melhor ao impacto da pandemia da Covid-19 nas viagens ao exterior, a Comissão Europeia de Viagens (ETC), a Associação Europeia de Turismo (ETOA) e a Comissão Europeia continuam a monitorizar mudanças e tendências de retoma de viagem dos principais mercados emissores para a Europa: Brasil, China, Índia, Japão, Rússia e Estados Unidos.

Os resultados do último barómetro de viagens de longo curso, dão conta que a concretização de seus planos dependerá, em última análise, do desenvolvimento do surto nos próximos meses e das actuais restrições de viagem.

Na China, as pessoas começaram a mostrar algum entusiasmo por retomar as viagens ao exterior nos próximos meses. Mais de 1 em cada 2 entrevistados compartilhou que tem planos de visitar um destino europeu entre Maio e Agosto de 2020. No entanto, o baixo valor do índice de sentimentos de viagem reflecte a incerteza sobre a viabilidade dessa viagem.

Entre aqueles que desejam viajar para a Europa, 41% consideraram alterar as datas e o itinerário da viagem, enquanto 36% consideraram alterar apenas a data.

O optimismo moderado para viajar para a Europa também existe entre os entrevistados da Índia, com 55% a indicar que espera visitar a região nos próximos meses.

No Japão, o índice de sentimentos de viagem caiu para o nível mais baixo (94p) desde 2015, com apenas 9% dos entrevistados a expressar a sua intenção de visitar a Europa entre Maio e Agosto de 2020. O optimismo do consumidor no Japão tem sido muito baixo nos últimos meses e, compreensivelmente, muitos optaram por reduzir os planos de gastos não essenciais, que podem incluir viajar para o exterior. De facto, um número significativo de entrevistados japoneses (85%) indicou que não tinha planos de realizar viagens de longo curso no Verão de 2020, independentemente da pandemia da Covid-19, ilustrando as implicações de uma economia enfraquecida.

Os baixos valores do índice de confiança no Brasil (91p), Rússia (89p) e EUA (93p) indicam que os viajantes desses mercados ainda não estão prontos para considerar seriamente uma viagem à Europa nos próximos meses.

Desde o início da pandemia, as preocupações com a segurança no emprego e a renda pessoal aumentaram dramaticamente entre os consumidores desses países.

Embora as preocupações com a segurança continuem a ser a principal prioridade para os viajantes ao seleccionar destinos de férias na Europa, era de se esperar uma mudança no que importa para os turistas ao tomar decisões sobre quais os lugares visitar no mundo pós-Covid-19.

Visitar destinos menos movimentados e acessíveis superou a presença de atracções mundialmente famosas, que tradicionalmente eram o principal factor de escolha de destinos.

Em termos de experiências, aprender sobre o rico património cultural e histórico da Europa, apreciar a diversidade natural e as paisagens, experimentar ofertas gastronómicas únicas e mergulhar na vida urbana europeia continuará a ser uma prioridade para os viajantes estrangeiros que desejam visitar a região no Verão, indica o barómetro.

 



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