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A paixão pelo vinho começou cedo. De tal forma que Marcolino Sebo usou as suas receitas do negócio da extracção dos mármores (parte delas, pelo menos) para começar a compras vinhas. Isto na década de 70. Tudo começou nessa altura. Mas não parou por aí. A família seguiu-lhe o gosto e hoje é um negócio familiar. O filho dedica-se à vinha e à comercialização do vinho, enquanto a filha trata da parte administrativa.

A entrada da segunda geração também permitiu acelerar a exportação dos vinhos. Hoje o mercado externo é responsável por cerca de 45% do negócio (Estados Unidos da América, Canadá e Suíça).

Mas voltemos um pouco atrás. Actualmente a empresa conta com 130 hectares, divididos entre Borba e Estremoz (responsáveis por cerca de 700 mil garrafas). A adega, construída em 2000, permitiu ir mais além no sonho e fazer a primeira colheita e ter produção própria. Diga-se, vender vinho com marca própria em detrimento de vender a uva para outros produtores – tipicamente as adegas cooperativas.

O certo é que, quem prova um dos vinhos da Marcolino Sebo não o esquece. Começa logo por serem vinhos extremamente suaves. Que, à primeira vista, quase nem parecem ser vinhos alentejanos. Mas que são feitos com as castas autóctones da região. A questão é que são vinhos mais suaves e susceptíveis de harmonizar com diferentes tipos de comida.

A maioria dos vinhos enquadram-se na categoria D.O.C. Alentejo (cerca de 65%). A prova está nas marcas disponibilizadas: Visconde de Borba (Garrafeira, Reserva, Tinto. Rosé e Branco), Quinta da Pinheira Tinto e ainda as Monocastas Marcolino Sebo Aragonez, Castelão e Trincadeira. A estes juntam-se o vinho Regional Alentejano (cerca 35%) a marca: Monte da Vaqueira (Tinto e Branco). Em termos de distribuição a empresa opta por apostar no canal Horeca e nas garrafeiras.

Complementarmente o Marcolino Sebo decidiu diversificar o negócio e apostar no azeite. Tudo começou há 10 anos e, neste momento, são já 60 hectares dedicados ao olival.

Recentemente a empresa mudou a sua assinatura, assumindo a “Family Wines”. Isto porque é uma empresa familiar, onde o negócio é discutido à mesa, a própria organização e filosofia tem um cariz familiar. A empresa prefere apostar em trazer clientes, parceiros, jornalistas à adega do que investir “uma nota preta” em acções de publicidade. É o apostar no “toque humano” e “contacto pessoal”. Embora seja “um trabalho de formiguinha” e exigir mais tempo.

por Alexandra Costa