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Madeira e APAVT criticam política comercial da TAP e avançam com charter para Funchal

O Turismo da Madeira, na voz do seu secretário regional, Eduardo Jesus, e o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, acreditam que outras formas alternativas de acesso à região vão levar mais turistas nacionais e a tarifas mais baratas. Isto porque deixaram de contar com a TAP que tem vindo a dificultar as actividades dos operadores turísticos.

As duas entidades desafiam, assim, os operadores turísticos nacionais para se unirem numa operação charter para a ilha da Madeira (já tinha acontecido há 30 anos) como o têm feito para o Porto Santo, procurando companhias aéreas disponíveis a operar a rota, que poderá passar, nomeadamente pela Iberia, transportadora se perfilou logo na primeira hora para colmatar as necessidades dos operadores turísticos, fora outras.

– Seria uma opção para contrariar a falta de diálogo com a TAP e os preços absurdos que estão a ser praticados, era uma tentativa dos operadores turístico que sabem que têm procura, quer para o Porto Santo, quer para a Madeira, disse Costa Ferreira.

A APAVT, cuja direcção se reuniu com a Secretaria Regional do Turismo e Cultura e com a Associação de Promoção da Madeira (APM), tendo levado representantes de oito operadores turísticos que mais programam e vendem o destino, criticou duramente a postura da TAP na operação para a Madeira e a falta de comunicação com o trade. O maior problema que foi identificado nas reuniões que tivemos na Madeira é um problema com três letras apenas, e chama-se TAP, disse o presidente da APAVT.

– A política da TAP tem-se mantido numa inflexibilidade tarifária brutal, ao contrário da sua concorrência, o que provoca o afastamento dos grupos, do corporate e dos charters, indicando ainda haver falta de diálogo comercial e um esvaziamento da estrutura de vendas, criticou o presidente da Associação Portuguesa dos Agências de Viagens e Turismo.

Pedro Costa Ferreira, em conferência de imprensa sexta-feira no Funchal, junto com Eduardo Jesus, realçou ainda a política comercial da transportadora aérea portuguesa que constitui o maior problema no que respeita ao crescimento de turistas do continente para a Madeira, e um elefante na sala na actividade dos operadores turísticos nacionais.

– As equipas comerciais da TAP, aquelas com quem os operadores turísticos nacionais dialogavam, foram destruídas e não foram substituídas, lamentou o presidente da APAVT.

Por isso, sem a TAP, que não respondeu a nenhum pedido de cotação charter este ano, a operação para o Porto Santo este Verão (seis voos) visa lotar praticamente toda a capacidade hoteleira da ilha, não sabendo onde é que a companhia colocará os turistas que transportar. O mesmo poderá acontecer em relação à ilha da Madeira, uma vez que há procura para as duas ilhas da região que, desde a primeira hora tomaram uma série de medidas sanitárias com vista a assegurar conforto e confiança a quem as visita.

-Vemos, com pena, que a companhia de bandeira não está associada a esta grande operação nacional para território nacional, neste caso, insular, aqui, no Atlântico, lamentou o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus.

O governante madeirense disse que a região perspectiva um bom Verão, dadas as circunstâncias, a partir do mercado nacional, opinião secundada também por Pedro Costa Ferreira.

– Tencionamos conseguir um novo recorde porque a Madeira tem feito uma gestão interna da pandemia que traz muita segurança ao consumidor, referiu.

Eduardo Jesus enumerou as várias medidas do Governo Regional de contenção da pandemia, para finalizar a sua intervenção numa mensagem quase de convite a férias este Verão: o Porto Santo é uma ilha free-covid.

 



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