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Madeira: António Trindade preocupado com retoma do turismo alemão

A Alemanha acaba de prolongar a proibição de entrada de viajantes do Reino Unido até 20 de Janeiro e actualizou a lista das restrições impostas a quase todos os países do mundo, inclusive em relação à Madeira.

Face a esta situação, o empresário hoteleiro madeirense, António Trindade, manifestou preocupação com esta situação e não só. Por isso diz que resta à Madeira poucos turistas.

A decisão das autoridades alemãs de estender a proibição por mais duas semanas é o resultado do aumento de casos e da nova estirpe detectada em vários países que os especialistas afirmam ser 70% mais transmissível.

Para a Madeira trata-se de um cenário preocupante já que, de acordo com o regulamento de quarentena alemão, os passageiros que viajam entre a Madeira e a Alemanha são obrigados a realizar um teste de despiste ao novo coronavírus quando entram no país germânico.

O hoteleiro madeirense entende que o problema não é o tratamento dado especificamente à Madeira, mas sim o crescimento de casos nas nossas principais origens que determinam medidas mais restritivas. Além disso, a situação da Alemanha, da Inglaterra e de outros países é “suficientemente grave para gerar este decréscimo de turistas”.

António Trindade diz que a grande diferença entre o que se passa actualmente e a situação vivida em Abril de 2020 é o movimento grande de vacinação nestes países de origem e acredita que Inglaterra e Alemanha tenham, daqui a três ou quatro meses, uma percentagem da população vacinada e isso implica que hajam pessoas dispostas a retomar as suas viagens de férias.

António Trindade diz que temos de olhar para esta situação “numa lógica de copo meio cheio”. Já que este movimento de vacinação “gerará provavelmente um acréscimo de procura a partir do final de Março/Abril, quando já tivermos uma situação de redução de casos e a evolução das vacinas permitir aos nossos turistas alterar os planos de férias para essa altura”.

Por isso, olha com optimismo para daqui a 4 meses e acredita que o facto de a Madeira entrar numa fase de maiores restrições para atenuar a propagação do vírus, acrescido à campanha de vacinação nos nossos principais países de origem, determinará um aumento da procura a partir de fins de Março/Abril.

Sobre o peso que o mercado alemão tem para a Madeira, o hoteleiro diz que numa situação como esta, onde uma grande parte do parque hoteleiro está fechado e a redução do tráfego turístico é menorizado, não é fácil determinar o peso do turismo na economia madeirense.



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