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A directora dos Serviços de Turismo de Macau defendeu recentemente a oferta de mais atracções e locais de interesse para distribuir os turistas e aliviar a pressão sentida em algumas zonas do território, salientando que o nosso problema em capacidade de acolhimento é que o turismo não é distribuído e, por isso mesmo, refere Helena de Senna Fernandes, temos de providenciar mais possibilidades, mais atracções.

Recorde-se, a propósito, que Macau, um território com pouco mais de 35 quilómetros quadrados, recebeu em 2018 mais de 35 milhões de turistas, um número que já não está longe do ‘tecto máximo’ de 40 milhões de turistas por ano.

Para a directora dos Serviços de Turismo, há muitas áreas que estão a sentir esta pressão, pelo que a estratégia passa por distribuir os turistas por diferentes espaços.

A capacidade diária de acolhimento é de 11.000 turistas, mas há dias em que entram menos pessoas e outros períodos em que entram muitas mais. Por exemplo, na semana do Ano Novo Chinês, Macau recebeu este ano mais de 1,2 milhões de pessoas.

Para Senna Fernandes, a  aplicação de uma taxa turística, que está a ser estudada pelo Governo, não é a solução para limitar o número de entradas.

O turismo da região cresceu 211% entre 1999 e 2018, passando de 11,5 para 35,8 milhões de pessoas, segundo as autoridades.

Os chineses constituem a esmagadora maioria dos 35 milhões de turistas que visitaram Macau em 2018.