Luís Araújo acredita que chumbo do OE não vai prejudicar o turismo

O chumbo do Orçamento de Estado (OE 2022) pela Assembleia da República, e a consequente crise política que o país está a viver, não vão prejudicar a recuperação do turismo, é convicção de Luís Araújo, pre4sidente do Turismo de Portugal.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o responsável afirmou que temos bons indicadores de que o turismo continua a crescer, principalmente, a procura estrangeira. Diria que se isso continuar, e se continuarmos a apostar naquilo que são os nossos valores enquanto destino turístico e nos nossos activos, claramente vamos conseguir recuperar aquilo que nos interessa agora.

– Aquilo que sentimos, e os indicadores que temos são muito nessa linha, e que há muita procura pelo destino Portugal. Aliás, do ponto de vista da conectividade aérea – e é preciso ver que dependemos dois terços de turistas estrangeiros – está a correr muito bem. Esse é o nosso objectivo e nosso foco agora: continuarmos nesta aposta da retoma, disse Luís Araújo.

A este propósito, frisou ainda que um estrangeiro não está muito interessado em relação ao Orçamento do Estado. Se me pergunta enquanto cidadão, obviamente que é uma preocupação que todos temos. Mas acredito que continuaremos a fazer o nosso trabalho no sector do turismo – Turismo de Portugal, privados e público – para retomarmos àquilo que foi a actividade em 2019.

Para o presidente do Turismo de Portugal o que interessa agora é que estamos a falar de um plano que tem seis mil milhões de euros para os próximos seis anos, até 2027. É um plano que tem quatro pilares: gerar negócio, estruturar a oferta ou torná-la mais resistente – nomeadamente com apoios às empresas, 50% do Plano Reactivar o Turismo (PRT) são apoios às empresas, tem a componente da segurança no consumidor e também nas empresas e uma parte importante da construção do futuro. É um plano de seis mil milhões de euros, com fundos e verbas provenientes não só do Turismo de Portugal mas também do novo quadro comunitário e do Banco Português de Fomento. Não está dependente directamente do Orçamento do Estado. O plano está em marcha, e a bom ritmo, e acredito que vai ser implementado até 2027.