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Loftleidir refuta acusações

A Loftleidir, no seguimento das notícias que vieram a público nos últimos dias sobre o acordo entre o Estado de Cabo Verde, a Loftleidir Cabo Verde e TACV para a reestruturação e reinício das operações da Cabo Verde Airlines, pretende esclarecer num seu recente comunicado chegado à nossa redacção, que rejeita todas as acusações que lhe foram feitas, explicando que nunca chantageou ou praticou qualquer acto semelhante com o Estado de Cabo Verde ou entidades relacionadas, e que não recebeu quaisquer benesses por parte do Estado ou entidades relacionadas, já que, acrescenta, o principal beneficiário desse acordo foi a CVA.

E passa a explicar:

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% do capital da então empresa pública TACV à Loftleidir Cabo Verde.

Como se imaginava, foi uma negociação longa que conduziu à conclusão de um contrato equilibrado para todos. Acrescente-se ainda que as mesmas foram acompanhadas por especialistas internacionais na área da aviação, nomeadamente os que assessoraram o Estado de Cabo Verde.

Após a aprovação oficial, a CVA iniciou as suas operações já sob o comando da nova gestão, tendo realizado modificações profundas para obtenção de bons resultados.

Todavia, em Março de 2020 a pandemia do Covid-19 fez-se sentir em todo o mundo, nomeadamente no sector da aviação, que um pouco por todo o lado teve de recorrer a apoios dos diversos Estados. Assim, no seguimento deste acontecimento a CVA cancelou as suas operações de voo.

Em consequência da pandemia, o governo de Cabo Verde e a Loftleidir iniciaram negociações em Abril de 2020 para um novo entendimento, tendo chegado a um entendimento em Março de 2021.

No comunicado da Loftleidir que nos foi enviado, não só se informa que o novo acordo implicou cedências de parte a parte para fazer face aos constrangimentos financeiros provocados pela pandemia como também é revelado que foi assinado entre a Loftleidir e o governo de Estado de Cabo Verde um acordo de confidencialidade, cujo teor se mantém em segredo.

Na mesma nota, a Loftleidir esclarece também que cumpriu integralmente os acordos assinados com o Estado de Cabo Verde e com a TACV, salientando que, não deve quaisquer impostos ou taxas ao Estado de Cabo Verde e que é igualmente falso que as contas não foram prestadas, pois a Loftleidir, enquanto accionista, recebeu os relatórios e documentos de prestação de contas dos anos anteriores, devidamente assinados, para serem discutidos na assembleia geral e não que sucedeu porque o Estado (de Cabo Verde) optou por nacionalizar a CVA no dia agendado para a realização da mesma.



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