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Lisboa já ostenta selo de Capital Verde Europeia

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A cidade de Lisboa é, desde sábado (10), Capital Verde Europeia 2020, com o slogan “Escolha evoluir. A Câmara Municipal quer aproveitar esta oportunidade para evoluir, mas também para mostrar o que de bom tem e faz o país para melhorar o ambiente.

A capital portuguesa, que recebeu o testemunho da cidade norueguesa de Oslo, ganhou o galardão não por ser a cidade mais sustentável, mas porque mostrou que sabe conjugar o verbo e que pretende continuar a fazê-lo: mantendo a aposta na mobilidade, na criação de mais e mais espaços verdes, na redução do ruído, da poluição e dos gastos de água, são alguns dos requisitos apontados para a vitória este ano.

Refira-se que, para além do Parque do Monsanto, Lisboa estar rodeada de três grandes zonas naturais classificadas – Parque Natural de Sintra-Cascais, Parque Natural da Arrábida e Estuário do Tejo.

A plantação de 20 mil árvores, contribuindo para o objectivo de ter mais 100 mil árvores na cidade até 2021, a inauguração de espaços verdes e do Museu da Reciclagem, em Alcântara, várias exposições e conferências, espectáculos e actividades com escolas e universidades integram o programa, que decorrerá enquanto a cidade de Lisboa ostentar este selo. Destaque para a Conferência dos Oceanos da ONU, que terá lugar entre 2 e 6 de Junho.

Uma das bandeiras da cidade será o projecto da futura Praça de Espanha, bem como a criação de mais 100 hectares de zonas verdes até 2021 (actualmente existem 250 hectares), 25% da cidade com espaços verdes até 2022, ter, até 2021, 90% da população do município a viver a menos de 300 metros de um espaço verde com pelo menos 2 mil m2, aumento de ciclovias e criação de sombras para combater as ondas de calor.

Ao todo, para levar a cabo todo o plano de actividades e das obras, a Câmara Municipal de Lisboa vai fazer uso de um orçamento de 60 milhões de euros, aos quais acrescem 350 mil de incentivo financeiro da Comissão Europeia por ter recebido o selo.

Lisboa já tinha concorrido anteriormente por duas ocasiões, figurando no lote de finalistas na edição de 2019, mas aí a vitória foi para Oslo. No ano seguinte, porém, a capital portuguesa voltou a concorrer, sendo vitoriosa ao bater a concorrência de Gante (Bélgica) e Lahti (Finlândia), cidade que venceria a edição de 2021.

Para concorrer ao selo Capital Verde Europeia, o único requisito base é que seja uma cidade com mais de 100 mil habitantes, sendo o concurso aberto não só aos estados membros da União Europeia, como também aos países candidatos à adesão à UE.

As cidades a concurso no Capital Verde Europeia são avaliadas por um painel internacional de 12 especialistas, tendo um conta um conjunto de critérios. Este inclui o trabalho feito pelos municípios quanto à atenuação das alterações climáticas, a forma como gerem resíduos, a sustentabilidade dos seus modelos de transporte ou os seus esforços em prol da sustentabilidade.

No que ao turismo diz respeito, dados da EU indicam que no ano em que uma cidade europeia ostenta este galardão, é preferida por um maior número de turistas que têm como motivação o turismo verde.

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