Início B1 Lazer é uma surpresa agradável, corporate mais lento

Lazer é uma surpresa agradável, corporate mais lento

Temas quentes neste início de Dezembro, as tendências do setor, a capacidade de oferta e a velocidade da retoma abriram os trabalhos do segundo dia do 46º Congresso da APAVT, a decorrer na cidade de Aveiro até amanhã, dia 3.

Com um painel de empresários e dirigentes do turismo, parece unânime a ideia de que as viagens de lazer e étnicas estão a superar as expetativas, mostrando o seu fulgor sempre que é dada a possibilidade dos cidadãos viajarem. Um comportamento bem diferente do verificado no segmento das viagens e congressos e incentivos, que cresce mas de forma mais lenta.

Estamos numa rota de recuperação mas semelhante à dos aviões quando descolam e que enfrentam alguma turbulência e andam aos altos e baixos”, avança Frédéric Frére, CEO da Travelstore. O uso das plataformas digitais intensificou o uso das reuniões online, Frédéric Frère defende que muitas reuniões, em particular as de curta duração até uma hora, deixaram de ser necessárias, no entanto, a pandemia criou também outras necessidades e, a prová-lo, está a recuperação das viagens corporate acima das previsões mais conservadoras.

Acredito que o trabalho remoto veio para ficar. Está provado que não é preciso estar no escritório para ser produtivo, mas, por outro lado, percebemos que é preciso reunir pessoas para reforçar o espírito de equipa. É uma questão mais do foro emocional e sem dúvida mais rico do que mantermos uma reunião online, acrescenta.

Congressos e incentivos em suspenso

Joaquim Monteiro, diretor-geral da Luísa Todi DMC, confessa que na empresa estavam a ficar muito empolgados com o ritmo da procura para o próximo ano no mercado dos congressos e incentivos. registávamos números muito interessantes de procura dos mercados europeus mas esta nova variante e as atuais incertezas pararam o negócio e deixou a seco os pedidos para o próximo ano, esclarece o responsável desta agência DMC.

Confiante na retoma do segmento a partir da Páscoa, com especial foco a partir do segundo semestre de 2022, Joaquim Monteiro partilhou que assim que foram anunciadas as novas restrições, os cancelamentos para os eventos na próxima Primavera foram imediatos.

Para contornar os impactos desta demora na retoma, o diretor-geral da Luísa Todi defende a flexibilização dos parceiros, a existência de uma promoção externa agressiva, recursos humanos, a harmonização de normas dentro da União Europeia dentro do espaço único. A manutenção dos apoios às empresas é outro ponto que considera fundamental, sublinhando que as empresas já estão muito endividadas, não precisam de mais linhas de crédito mas sim de apoios financeiros até à melhoria do mercado em 2022, entre Abril e Maio.

A este propósito, também Frédéric Frére reconheceu a importância dos apoios criados para o setor em resposta à crise gerada pela pandemia.  Sempre achei que empresas deviam sobreviver do resultado dos seus méritos, mas tenho de ser humilde e reconhecer que os apoios têm sido fundamentais para a sobrevivência das empresas, considerou.



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