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Daqui a uns dias, mais precisamente no final do mês o Ferroviário passa a ter um novo serviço. O espaço, junto a Santa Apolónia e com vista para o rio Tejo, que antes só possibilitava o beber uma bebida (no início ou ao fim da noite), ao som de música (ao vivo) e, quando muito, acompanhado de uns petiscos, vai ter agora um espaço de restauração. Os clientes pediram e o Ferroviário soube ouvir.

O Opção Turismo teve oportunidade de experimentar alguns dos pratos antes de o restaurante entrar ao serviço. A avaliação global é positiva. Com uma ressalva. O espaço ainda tem um dia para fazer alguns acertos (pontuais). Porque é só isso que falta. Algumas afinações.

Com as temperaturas a aumentarem sabe bem uma sopa fria, nomeadamente o gaspacho. Mas um bocadito diferente da receita tradicional. Feito com morango e uva preta. Embora seja saboroso devo dizer que, tenho uma costela alentejana, senti falta de uma maior acidez. Mas essa foi, para mim, a única falta neste prato. O mesmo não se pode dizer do Queijo de cabra corado, servido com espuma de melão. Este é um daqueles pratos considerados como viciantes. Principalmente para quem é apreciador de sabores fortes. Com um apontamento. O melão não só traz frescura a um prato aparentemente quente como serve de contraste.

Ainda na vertente de partos “frescos” ou pensados para o Verão, entra o Poke bowl havaiano de atum com abacaxi e ainda a salada de brie panado com vinagrete de sésamo. Nada a apontar em qualquer um deles.

Na vertente de pratos “principais” experimentámos dois tipos de hamburguers. Um de black angus e outro de salmão. É certo que este último é mais fresco, mas a carne tenra, acompanhada por um belo ovo estrelado apela a tudo o que é tradicional português.

Para terminar (há sempre um espaço para a sobremesa) nada como experimentar uma pennacota com curd de abacaxi e hortelã. Tenho de confessar que sou fã de pennacota. Trata-se de uma sobremesa que, normalmente, agrada a “gregos e troianos” dado que tanto satisfaz os mais gulosos como os que não são assim tão apreciadores de doces. Esta em específico tem a particularidade de usar o abacaxi e a hortelã o que ajuda ainda mais a cortar o eventual doce. Em alternativa pode optar por um dos gelados artesanais servidos no Ferroviário. Eu experimentei a versão manga dos gelados Fini e posso dizer que parecia que foi confeccionado apenas com fruta. Ou seja, super natural.