Início B1 IVAucher: APAVT critica falta de coerência e efectividade da medida

IVAucher: APAVT critica falta de coerência e efectividade da medida

As agências de viagens ficaram de fora, pelo que o sector está muito triste, para não dizer revoltado e sente-se abandonado, afirmou Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, face à decisão do Governo de deixar de fora do programa IVAucher o sector das agências de viagens, tendo ainda criticado a atitude pela falta de coerência e de efectividade da medida.

Quando é o Governo que quer escolher com quem é que os consumidores se têm de relacionar economicamente, algo está doente na nossa economia e na nossa política, julgo que é um atentado à liberdade económica, que é um direito constitucional, e julgo que é um atentado contra a liberdade de escolha do consumidor dos maiores desde o 25 Abril, explicou Pedro Costa Ferreira acrescentando ainda que não há uma única razão para alguém administrativamente dizer ou estimular a compra de determinados serviços desde que e só desde que eles não sejam adquiridos em agências de viagens“, criticou Pedro Costa Ferreira.

Referindo-se à falta de coerência e de efectividade da medida, aquele responsável destacou que a grande verdade é que o Governo acabou por tropeçar nas suas próprias decisões e acaba por prejudicar a efetividade desta própria medida agora anunciada, frisando que neste momento há 100 milhões de euros de ‘vouchers’ passados pelas agências de viagens aos seus consumidores decorrentes da impossibilidade de se reembolsar as viagens que estavam reservadas.

Como estão 100 milhões de euros de ‘vouchers’ que vão ser agora rebatidos nas agências de viagens durante o Verão e se impedem os consumidores de ter o desconto que têm diretamente nos hotéis e nos restaurantes ao reservar nas agências de viagens, está-se a estimular que estes ‘vouchers’ sejam gastos em produtos fora do país, destaca Pedro Costa Ferreira, salientando que a APAVT estava, entretanto, a combinar condições especiais de contratação com os hotéis para direcionar os mesmos para os hotéis nacionais.

Continuando com os seus considerandos, o presidente da APAVT relembrou que a poupança dos portugueses aumentou, os depósitos bancários das famílias nos bancos portugueses aumentaram, os preços dos serviços turísticos em Portugal não diminuíram, bem pelo contrário, há sectores em que os preços aumentaram e todos os consultores e estudos económicos são unânimes em destacar que a procura cessou devido a questões sanitárias e não económicas e, assim, que sejam ultrapassadas, vem aí uma verdadeira festa do consumo.

Em defesa dos agentes de viagens e do sector, Pedro Costa Ferreira lembrou que também são os agentes de viagens que, acabada esta crise sanitária, vão buscar em primeiro lugar os turistas para Portugal. Aliás, vão buscar, não, já foram, porque os primeiros turistas que estão a passear nas nossas ruas não nasceram de geração espontânea, nasceram das contratações que as agências de viagens fizeram pelo mundo fora.

Sendo uma medida das Finanças, o presidente da APAVT defendeu que estas pudessem colocar o seu tempo e sapiência direcionada muito mais para o modo como poderão no futuro diminuir os impostos e com isso dar mais dinheiro às pessoas e estimular o consumo deixando a liberdade de escolha para essas mesmas pessoas.



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