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Injeção de milhões de euros na TAP não pode ser um “cheque em branco”, diz Miguel Albuquerque

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Acho que faz sentido esta injeção de capital, porque todas as companhias aéreas, KLM, a Lufthansa, todas receberam apoios do Estado. O que é importante é que esse apoio não seja um cheque em branco. Quem o afirmou foi o presidente do Governo da Madeira, que concorda com a “injeção” de 1,2 mil milhões de euros na TAP, mas reforça que tal não pode representar um cheque em branco à transportadora.

Sobre o anúncio de uma reunião agendada para a próxima sexta-feira solicitada pela administração da TAP para definir as rotas da companhia para a Madeira, conforme noticiou o Jornal da Madeira, Miguel Albuquerque destaca ser importante estabelecer uma parceria com a companhia aérea, mas acrescenta que existem dois pontos importantes a tratar nesse encontro: a necessidade de retomar aquelas rotas que existiam e foram canceladas, dos destinos emissores de turismo (as ligações com Londres, Madrid, Paris e Berlim) e a importância de uma discussão, quer para a Madeira, quer para a TAP, sobre a questão do tarifário.

Tem que existir um acordo com a companhia, no sentido de o baixar, porque não faz nenhum sentido que os preços para o Porto Santo e a Madeira estejam, neste momento, a atingir mais de 500 euros, para um percurso que é inferior a 1.000 quilómetros, explicou o presidente do Governo da Madeira.

Miguel Albuquerque é de opinião que a TAP tem aqui um papel determinante do ponto da retoma da industria turística nacional.

Os accionistas privados da TAP, o consórcio Atlantic Gateway, que detém 45%, estão a negociar com o Estado – detentor de 50% da transportadora – um apoio de 1,2 mil milhões de euros para combater o impacto da covid-19, mas ainda não é claro que consequências terá essa ajuda.

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