Início B1 INE: Proveitos de alojamento turístico descem 73,7% num ano de pandemia

INE: Proveitos de alojamento turístico descem 73,7% num ano de pandemia

Durante o primeiro ano de pandemia, os proveitos atingiram 1,1 mil milhões de euros no total (-73,7%) e 863,3 milhões de euros relativamente a aposento (-73,5%), o que representou reduções de 3,2 mil milhões de euros e 2,4 mil milhões de euros face ao acumulado dos 12 meses anteriores, respectivamente. Quem o afirma é o Instituto Nacional de Estatística (INE), destacando que entre Março de 2020 e Fevereiro de 2021, o alojamento turístico registou oito milhões de hóspedes e 20,0 milhões de dormidas, reflectindo diminuições de 70,9% e 71,7%, respectivamente, face ao acumulado dos 12 meses anteriores.

Refira-se que no citado período, as dormidas de residentes decresceram 44,1% e as de não residentes diminuíram 83,7%.

O INE explica que, naquele período, os menores decréscimos se verificaram nos meses de Agosto e Setembro de 2020 (-47,1% nos hóspedes e -53,4% nas dormidas), enquanto nos restantes meses as quebras foram superiores a 55%, com destaque para Abril (-97,4%) e Maio (-95,8%) do ano passado e Fevereiro (-87,7%) deste ano.

Naqueles 12 meses, as dormidas na hotelaria representaram 77,4% do total, sendo que nos estabelecimentos de alojamento local representaram 16,8% do total. Por sua vez, no turismo no espaço rural e de habitação representaram uma quota de 5,8% no total.

No primeiro ano de pandemia, refere o INE, as dormidas de residentes representaram 59,9% do total quando nos 12 meses anteriores não ultrapassavam 30,3%.

A totalidade dos 17 principais mercados emissores apresentou “decréscimos acentuados”, superiores a 75% e o instituto aponta as maiores reduções como estando no mercado chinês (-95,8%), dos EUA (-95%), irlandês (-93,4%), russo (-91,1%), canadiano (-90,5%) e dinamarquês (-90,1%).

O mercado espanhol (-75,2%) foi o principal mercado emissor, com 16,6% do total de dormidas, os hóspedes alemães ficaram com 16,6% das dormidas de não residentes, mas apresentaram uma queda de 77,5% e continuaram como segundo principal mercado emissor.

O mercado britânico deixou de ser o principal mercado emissor e ficou uma quota de 15,7% e uma queda de 86,5%.



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