INE: Dormidas sobem 58% em Setembro

Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os recentes resultados que constam da estimativa rápida da actividade turística, destacando que o  alojamento turístico registou 5,6 milhões de dormidas em Setembro. Ou seja, um aumento homólogo de 58,4%, tendo as dormidas de não residentes superado as dos residentes pela primeira vez desde o início da pandemia.

O INE refere ainda que o alojamento turístico registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas em Setembro de 2021, correspondendo a aumentos de 52,3% e 58,4%, respectivamente, comparativamente com Setembro de 2020.

No entanto, o INE diz que os valores atingidos em Setembro foram inferiores aos registados em Setembro de 2019.

Ainda em Setembro, o mercado interno contribuiu com 2,6 milhões de dormidas e aumentou 26,8%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019 (+15,6%).

Já as dormidas de não residentes duplicaram face a setembro de 2020 (+100,7%) para três milhões, mas foram cerca de metade das registadas em setembro de 2019 (-43,9%), indica o INE.

Outro dado interessante, registado pelo INE que refere que as dormidas registadas nos primeiros nove meses de 2021 já superaram o valor registado para a totalidade do ano de 2020.

O instituto indica ainda que as dormidas de residentes até setembro cresceram em todas as regiões, destacando-se as regiões autónomas da Madeira, com um aumento homólogo de 109,9%, e dos Açores, com 96,3%.

As dormidas de não residentes apenas diminuíram na Área Metropolitana de Lisboa (-6,1%). Por outro lado, nos Açores registou-se um acréscimo de 127,1%.

Comportamento dos mercados

Quanto aos mercados geradores de turismo, em Setembro, o mercado britânico representou 19,1% do total de dormidas de não residentes, seguindo-se os mercados alemão (quota de 13,2%), espanhol (12,4%) e francês (10,5%).

Nos primeiros nove meses de 2021, os principais crescimentos registaram-se nos mercados polaco (+160,7%), irlandês (+111,7%), belga (+60,7%), suíço (+51,3%) e francês (+38,2%).

As maiores diminuições verificaram-se nos mercados chinês (-74,6%), canadiano (-73,6%), brasileiro (-57,7%) e russo (-53,3%).