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INE diz que actividade turística está a recuperar aos poucos

No primeiro semestre de 2021, os números de hóspedes e de dormidas registados em Portugal caíram 17% e 21%, respectivamente, em relação a igual período do ano passado, de acordo com os últimos resultados publicados pelo INE.

Apesar de a actividade turística no país estar a recuperar nos últimos meses, os principais indicadores ainda ficam muito aquém dos valores que eram registados em 2019, antes da pandemia e o último ano de recordes para o sector.

Dados do INE referentes ao primeiro semestre deste ano dão conta que os estabelecimentos de alojamento turístico facturaram pouco mais de 463 milhões de euros, valor que já só representa uma queda de 13% face ao mesmo período de 2020. Ainda assim, em relação a 2019, a queda é de 74%.

No acumulado de Janeiro a Junho deste ano, dados do INE mostram que o turismo nacional recebeu 3,58 milhões de hóspedes, que foram responsáveis por 8,17 milhões de dormidas.

Para esta recuperação continuam a contribuir apenas os turistas nacionais, que contabilizaram 2,6 milhões de hóspedes e responsáveis por cerca de 5 milhões de dormidas, números que correspondem a aumentos de 13% e 23,7%, respectivamente.

Já os 966,4 mil hóspedes residentes no estrangeiro registados neste período foram responsáveis pouco mais de 3 milhões de dormidas, valores que equivalem a quebras superiores a 50% em ambos os casos.

No primeiro semestre deste ano, o rendimento médio por quarto ocupado fixou-se em 72,7 euros por noite, uma subida de 10% face ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, o rendimento médio por quarto disponível foi de 16,1 euros por noite, abaixo dos 19,2 euros registados no ano passado.

Por regiões, destacam-se o Alentejo e os Açores por serem as únicas que apresentam um crescimento das dormidas no primeiro semestre, em relação ao ano passado. A região Centro também está no caminho da recuperação. Nos primeiros seis meses do ano, os estabelecimentos turísticos desta região contabilizaram 1,13 milhões de dormidas, uma queda de apenas 1% face a 2020.

Em sentido contrário, Lisboa e Madeira mantêm-se como as regiões mais afectadas pela pandemia. No primeiro semestre, as dormidas na Área Metropolitana de Lisboa totalizaram 1,68 milhões, menos 43% do que há um ano. Na Madeira, registaram-se 796,7 mil dormidas, uma queda de 41%.



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