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INE: Alterar preços no alojamento turístico está fora de questão

De acordo com os resultados de um questionário específico adicional que o INE promoveu durante os meses de Junho e Julho, a maioria dos estabelecimentos de alojamento turístico (57%) não prevê alterar os preços praticados face ao ano anterior.

Cerca de um terço admite vir a reduzir os preços, encontrando-se maioritariamente localizados na Região de Lisboa e no Algarve (58,8% e 54,5% dos estabelecimentos, respectivamente).

Em função da aplicação de medidas necessárias de distanciamento social, de higiene e limpeza dos estabelecimentos, 49,1% dos estabelecimentos referiram que a capacidade oferecida iria ser reduzida, principalmente decorrente do aumento do intervalo de tempo entre o check-out e o check-in dos hóspedes (55,9% dos estabelecimentos) e da redução do número de quartos (48,6%).

De acordo com os resultados deste questionário tornado público esta segunda-feira (03), 62,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes (representando 78,6% da capacidade de oferta) assinalaram que a pandemia da Covid-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de Junho a Outubro de 2020, maioritariamente dos mercados nacional e espanhol.

A maioria dos estabelecimentos que planeava estar em actividade nos meses de Junho a Outubro previa registar taxas de ocupação inferiores a 50% em cada um desses meses.

O INE colocou aos estabelecimentos de alojamento turístico novas questões visando avaliar o impacto da actual pandemia Covid-19 na sua actividade, nomeadamente quanto às reservas e cancelamentos no período de Junho a Outubro de 2020, por principais mercados, expectativas sobre qual a ocupação para estes meses, política de preços e quais as medidas adoptadas com possível impacto na redução da capacidade oferecida pelos estabelecimentos, tendo obtido cerca de 3 900 respostas válidas.

Açores foi a região que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (94,1% dos estabelecimentos e 91,3% da capacidade oferecida), seguindo-se o Algarve (79,2% e 89,6%, respectivamente), a Madeira (76,5% e 91,3%, pela mesma ordem) e a Área Metropolitana de Lisboa (73,8% e 84,6%, respectivamente).

No segmento da hotelaria, os estabelecimentos com cancelamentos de reservas devido à pandemia representaram 78,8% do total (85,3% da capacidade oferecida). No alojamento local, estes estabelecimentos corresponderam a 60,8% do total (63,4% da capacidade oferecida) e no turismo no espaço rural e de habitação representavam 50,6% do total (54,6% da capacidade).

Quando questionados sobre os principais mercados com cancelamentos de reservas entre Junho e Outubro (podendo cada estabelecimento identificar até 3 mercados), o nacional foi o mais referido, tendo sido identificado por 49,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico. O mercado espanhol foi o segundo mais referido (46,8% dos estabelecimentos), seguindo-se os mercados britânico (37,5%), francês (33,3%) e alemão (25,0%).

Em função da aplicação de medidas necessárias de distanciamento social, de higiene e limpeza dos estabelecimentos, 49,1% dos estabelecimentos referiram que a capacidade oferecida pelo estabelecimento iria ser reduzida. Na hotelaria, 57,5% dos estabelecimentos admitiram que estas medidas implicaram a redução da capacidade oferecida, enquanto no alojamento local e no turismo no espaço rural e de habitação esta proporção foi de 46,7% e 45,1%, respectivamente.



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