Início Opinião/Crónica INE: Alojamentos reportam cancelamentos até Agosto

INE: Alojamentos reportam cancelamentos até Agosto

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Prevê-se que o cenário de dificuldades na actividade turística em Portugal se mantenha mais alguns meses, apesar do desconfinamento gradual que tem sido promovido em vários países, incluindo em Portugal.

Num inquérito realizado pelo INE, que contou com a participação de 5.000 estabelecimentos de alojamento turístico no nosso país para avaliar as perspectivas para o turismo nos próximos meses, 78,4% responderam que a pandemia motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de Março a Agosto de 2020.

Contudo, o instituto nota que a percentagem de cancelamentos varia inversamente com a extensão do horizonte temporal, um sinal de maior confiança da parte dos potenciais hóspedes. Quase 74,5% dos estabelecimentos de alojamento turístico reportaram cancelamentos para Junho, 63,6% para Julho e 57,5% para Agosto.

A Região Autónoma da Madeira foi a que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (90,4% dos estabelecimentos e 98,3% da capacidade oferecida), seguindo-se os Açores (86,7% e 96,5%, respectivamente), a Área Metropolitana de Lisboa (84,3% e 93,6%, pela mesma ordem) e o Algarve (81,7% e 91,2%, respectivamente).

Segundo o INE, as medidas mais restritivas à mobilidade das pessoas poderão ter influenciado a maior taxa de cancelamentos que se verificou nas regiões autónomas.

No segmento da hotelaria, 92% do total de estabelecimentos (94,3% da capacidade oferecida) reportaram cancelamentos de reservas devido à pandemia, tendo esta percentagem ascendido a 74,2% dos estabelecimentos de alojamento local (78,4% da capacidade oferecida) e a 68,8% do total (74,1% da capacidade) no turismo no espaço rural e de habitação.

Quando questionados sobre os principais mercados com cancelamentos de reservas, o nacional foi o mais referido, tendo sido identificado por 60,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico.

O mercado espanhol foi o segundo mais referido (por 49,4% dos estabelecimentos), seguindo-se os mercadosfrancês (31,9% dos estabelecimentos), alemão (27,1% dos estabelecimentos) e britânico (24,1% dos estabelecimentos).

Analisando os mercados identificados como um dos três com maior número de cancelamentos de reservas em cada região, observa-se que, no Norte, o mercado nacional foi identificado por 66,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol, referido por 61,6% dos estabelecimentos.

Já no centro, o mercado nacional foi mencionado por 84,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (52,5% dos estabelecimentos), enquanto na Área Metropolitana de Lisboa o mercado espanhol foi referido por 59% dos estabelecimentos, no Alentejo o mercado nacional foi identificado por 81,3% dos estabelecimentos e no Algarve 65,0% dos estabelecimentos referiram o mercado britânico.

Nas regiões autónomas, verifica-se que o mercado nacional foi identificado por 83,9% dos estabelecimentos nos Açores, seguindo-se o mercado alemão (54,0% dos estabelecimentos), enquanto na Madeira este foi identificado por 72,9% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado francês (58,7% dos estabelecimentos) e o britânico (49,0% dos estabelecimentos).

O INE reporta que, na hotelaria, o mercado nacional foi mencionado como um dos três mercados com maior número de cancelamentos por 66,5% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (58,1%).

Já nos estabelecimentos de alojamento local, o mercado espanhol foi identificado por 49,8% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado nacional (48,2%), e nos estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação o mercado nacional foi mencionado por 74,5% dos estabelecimentos

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