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Hotelaria: a ocupação mais baixa de sempre no Algarve

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) informa que relativamente a 2019, o mês de Dezembro de 2020 apresentou uma taxa de ocupação global média/quarto nas unidades de alojamento no Algarve dei 14,5%, 60,7% abaixo do valor registado em 2019.

Quanto aos mercados que mais contribuíram para a descida verificada foram o holandês (‑83,3%) seguido pelo britânico (-79,6%), pelo alemão (-58,4%) e pelo mercado nacional (-37,0%).

Para o presidente da AHETA, foi o pior ano de sempre para o turismo algarvio, com a quebra a verificar-se em todos os mercados emissores de turistas.

De acordo com os dados avançados pela associação, no resumo da evolução mensal da actividade no sector, as cerca de 80 unidades de alojamento que se mantiveram em funcionamento em Dezembro na região registaram uma quebra de 60,7% comparativamente com o mesmo período de 2019.

Elidérico Viegas acrescenta ainda que em  Dezembro, o volume de vendas acompanhou a descida na ocupação, registando uma quebra de 62,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A ocupação cama registou em valores acumulados desde janeiro de 2020, uma descida média de 56,8% e o volume de vendas uma descida de 58,5% face ao período homólogo de 2019.

Em termos acumulados durante o ano de 2020, verificaram-se menos 15,3 milhões de dormidas nas mais de 400 unidades de alojamento classificadas oficialmente no Algarve, tendo o volume de negócios registado uma quebra de mais de 800 milhões de euros.

Em 2020, a procura externa caiu 75,1%, o que representa menos 14,2 milhões de dormidas e menos 3,2 milhões de hóspedes, tendo a procura interna descido 21,2% (menos 1,1 milhões de dormidas e menos 280 mil hóspedes).



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