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Lisboa, 31 de Maio – Foi a primeira vez que fui a Cuba. Por isso não consigo fazer uma avaliação passado/presente. Apenas posso falar do que vi. E o que vi foi uma cidade de contrastes. Uma cidade que simultaneamente está no passado e no futuro. Onde edifícios com traço arquitectónico tradicional convive com edifícios contemporâneos. Onde, na estrada, se vê carros dos anos 50 e veículos modernos. Normalmente de marcas não vistas na Europa (chinesas).

Mas além disso é uma cidade que está em plena transformação. Isto porque se vê construção e reconstrução de edifícios. Facilmente, ao andar a pé durante algumas centenas de metros, e muitas vezes na mesma rua, se vê edifícios completamente destruídos (se não soubesse melhor diria que tinha havido uma guerra), a construção de prédios com arquitectura moderna (onde o vidro predomina) e a reconstrução de casas com o traço tradicional.

Nem tudo é perfeito, claro. E isso nota-se quando se entranha nas ruas mais escusas da cidade. mas, mesmo aí, onde normalmente o turista não entra (ou entra pouco) e onde os edifícios parecem estar mais degradados e com menos hipótese de recuperação, há toda uma miscelânea de estilos.

Essa é talvez a minha melhor avaliação da cidade. Havana é claramente uma cidade de contrastes, fortemente ligada ao seu passado (principalmente o mais recente) mas virada para o futuro.