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A International Airlines Group (IAG), holding composta pela British Airways, Iberia, Vueling, Level e Aer Lingus, ganhou 70 milhões de euros no primeiro trimestre, onze vezes menos em comparação com 775 milhões no mesmo período do ano passado, pela ausência de itens extraordinários como aqueles que foram registados no primeiro trimestre de 2018 quando obteve 678 milhões de euros pelos fechos de planos de pensão da British Airways.

As receitas totais no primeiro trimestre de 2019 ascendeu a 5.318 milhões de euros, um aumento de 5,9%.

Esta queda nos lucros é devido, de acordo com a IAG, ao preço do combustível, ao excesso de capacidade existente no mercado que impactaram as receitas unitárias por assento ocupado desde a Páscoa, que em 2018 aconteceu no primeiro trimestre, e, este ano, em abril, disse a IAG à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV).

O CEO da IAG, Willie Walsh, salientou que apesar de um trimestre em que as companhias aéreas europeias foram significativamente afectadas pelo combustível e taxas de câmbio desfavoráveis, a capacidade existente no mercado e as datas da Semana Santa, grupo continua a ser rentável.

IAG espera que seu lucro operacional em 2019 antes de itens excepcionais é semelhante ao de 2018.

Willie Walsh anunciou ainda que têm percebido a existência de uma quebra nas reservas para destinos como Argentina e Brasil, devido à situação económica nesses países. No entanto, W. Walsh disse que não há evidências de que o atraso ‘brexit’ tenha tido impacto nas reservas ou comportamento dos viajantes.

As reservas para o mercado do Atlântico Norte são boas, sublinhou Walsh.