Início B5 Groundforce: TAP assume pagar subsídios de férias e salários em atraso

Groundforce: TAP assume pagar subsídios de férias e salários em atraso

A informação foi confirmada esta quarta-feira pelo Ministério das Infraestruturas, liderado por Pedro Nuno Santos, que considera que estão reunidas as condições para uma resolução definitiva da instabilidade que se vive na Groundforce.

– Esta foi a solução encontrada para ultrapassar a recusa na semana passada da administração da Groundforce em aceitar a transferência da TAP que permitiria o pagamento aos trabalhadores do subsídio que lhes era devido, pode ler-se no comunicado.

Além destes pagamentos, a companhia aérea vai também abreviar o pagamento definido contratualmente para saldar a factura relativa a serviços prestados em Junho, com o intuito de assegurar que a administração da Groundforce tem liquidez suficiente para pagar integral e atempadamente os salários dos trabalhadores relativos ao mês de Julho.

O Governo esclarece ainda que tem a expectativa que a venda por parte do Montepio das acções da Pasogal, accionista maioritário da Groundforce, tenha um desfecho positivo nos próximos dias. Caso essa venda não se concretize muito em breve, o Governo avançará de imediato com as acções necessárias para garantir a mudança accionista indispensável para a viabilização da empresa, garante o Ministério de Pedro Nuno Santos.

– Essa alteração da estrutura accionista permitirá também cumprir com o que é devido aos trabalhadores, nomeadamente, em matéria de progressões na carreira, conclui o comunicado.

Entretanto, no mesmo dia, a APAVT regozija-se com o teor do comunicado do gabinete do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, o que pressupõe o fim da greve na Groundforce.

– Não pode a associação, contudo, deixar de fazer notar a urgência de se alcançar um acordo global entre as partes, colocando um ponto final na angústia de milhares de passageiros, agências de viagens e todos os demais parceiros da indústria turística que, em particular na actual situação económica, estão assim prejudicadas, sem as condições que lhes permitam o início da recuperação da sua actividade e da economia nacional, realça nota de imprensa da APAVT.



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