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Groundforce não aceita ajuda da TAP para pagar subsídios de férias

A Groundforce recusou a proposta da TAP que, no dia 12 deste mês propôs à empresa de handling uma solução para pagar o subsídio de férias aos seus trabalhadores e evitar a greve anunciada por várias estruturas sindicais.

A TAP diz não compreender a recusa da proposta de auxílio financeiro à Groundforce, mas teme que, sem pagamento aos trabalhadores, venha a haver perturbações no funcionamento da empresa de handling, que, por sua vez, afectarão a companhia aérea.

Em comunicado, a Groundforce, na qual a Pasogal detém 50,1% e a TAP 49,9%, salienta que a proposta da transportadora aérea aparentemente bem intencionada, foi de imediato partilhada com a comunicação social, não deixando grandes dúvidas sobre as suas reais intenções a dois dias de começar a ser julgado o processo de insolvência movido precisamente pela TAP.

A proposta da TAP era de se disponibilizar de forma imediata a fazer um novo adiantamento de fundos à Groundforce por conta de serviços prestados e a prestar na ordem dos cinco milhões de euros, ficando o acordo sujeito à condição de o valor apenas poder ser utilizado para o pagamento do subsídio de férias dos seus trabalhadores, assim como os montantes inerentes a IRS e Segurança Social das remunerações.

A Groundforce diz que não quer adiantamentos da TAP. Quer, sim, que a TAP pague os serviços já prestados, afirma a empresa liderada por Alfredo Casimiro, que salienta que a 30 de Junho a TAP devia à empresa de handling mais de sete milhões de euros, dos quais mais de três milhões se encontram vencidos.

No entender da Groundforce, se a TAP já tivesse pago, a SPdH teria tido condições para honrar os seus compromissos com as Finanças e com a Segurança Social, que vencem a 20 de Julho, bem como com os trabalhadores, pagando os salários deste mês e os subsídios de férias.

A Groundforce apela ainda à TAP que pague a dívida comercial e adianta que a operação deste Verão não só permitiu manter os 2.400 postos de trabalho como justificou a contratação de mais 128 profissionais.

Em resposta, a TAP lembra que ofereceu dinheiro à Groundforce para garantir o pagamento dos subsídios de férias aos trabalhadores, realçando que está, por isso, preocupada com a iminente disrupção operacional causada pela rejeição do acordo pela empresa que assegura assistência nos aeroportos portugueses.

A rejeição põe em causa o cumprimento deste pagamento aos trabalhadores e pode ter consequências prejudiciais à actividade da TAP, defendeu a transportadora, que acrescenta não ser devedora, mas, antes, credora da SPdH.

– Como é do conhecimento público, a TAP SA, enquanto principal cliente, tem vindo a ajudar à sobrevivência da SPdH nos últimos meses, adiantando, àquela empresa, pagamentos por serviços prestados ou a prestar à TAP SA, num montante total que ascendia a 12,3 milhões de euros até Janeiro deste ano. As facturas vencidas a cada mês são naturalmente saldadas no âmbito destes adiantamentos, indica a companhia aérea.



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