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Groundforce: assembleia de credores aprova recuperação da empresa

Os credores da Groundforce reunidos esta quarta-feira, aprovaram a recuperação da empresa, tal como sugeriam os administradores de insolvência. O próximo passo é a elaboração do plano que visa reactivar esta empresa de handling.

A lista de credores, compilada durante o processo de insolvência, conta com mais de duas mil entidades num total de 154 milhões de euros, sendo que a TAP (accionista minoritário da empresa de handling) viu reconhecidos créditos de quase 19,7 milhões de euros.

Segundo a lista provisória de credores, a que a Lusa teve acesso, e que poderá ainda sofrer alterações, nomeadamente com a junção de novos pedidos, a dívida total, entre o que é reclamado e o que se encontra na contabilidade, ultrapassa os 154 milhões de euros.

André Teives, presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), já estimava, no mesmo dia, que a assembleia de credores da Groundforce iria votar pela manutenção da sua actividade, cabendo aos administradores de insolvência elaborar o plano de recuperação.

Já antes da reunião desta quarta-feira, segundo os administradores de insolvência, Bruno Costa Pereira e Pedro Pidwell, o objectivo era que, para melhor acautelar o interesse dos credores, se deveria deliberar no sentido da manutenção da empresa de handling.

– Só a manutenção da actividade e a preservação do emprego permitirá que não se perca todo o `know-how` existente e que não se tornem exigíveis as indemnizações por cessação dos contratos de trabalho, o que, de ocorrer, levaria ao incremento dos passivos, em prejuízo da generalidade dos credores.

Os administradores de insolvência alertaram ainda para o facto de que, por força da especificidade do negócio desenvolvido pela insolvente, o encerramento sempre redundaria em dificuldades sérias na gestão aeroportuária, com consequências nefastas que não se circunscrevem no perímetro dos directamente envolvidos no presente processo e que poderiam prejudicar, em última instância, a imagem externa do nosso país.

Entre os credores destaca-se a TAP, que pediu a insolvência da empresa de assistência nos aeroportos em terra e que submeteu várias reclamações, num total de cerca de 19,7 milhões de euros, por fornecimentos de bens e serviços, prestações de serviços, contrato de aluguer operacional, entre outros.

Também a ANA – Aeroportos de Portugal conta com um lugar de destaque entre os credores da Groundforce, com 12,6 milhões de euros em dívidas reconhecidas na lista.

O Estado está igualmente a a reclamar dívidas à empresa com a Segurança Social a ver reconhecidos 10,4 milhões de euros, relativos a contribuições e a um apoio devido à Covid-19.

O BCP viu reconhecida uma dívida de mais de dois milhões de euros, montante semelhante ao pedido pela seguradora Fidelidade.

A maioria dos credores tem créditos laborais, de acordo com a lista, ou seja, são trabalhadores.

Os administradores de insolvência destacam ainda que a empresa terá três grandes desafios: ajustar-se às imprevisibilidades da retoma pós-Covid; assegurar a renovação das licenças a cargo do regulador sectorial, a ANAC; e manter fidelizados os clientes, com destaque para a TAP.

 

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