Início B1 Governo vai injectar mais de mais mil milhões na TAP em 2022

Governo vai injectar mais de mais mil milhões na TAP em 2022

O ministro das Finanças, João Leão, revelou que o Governo vai inscrever no Orçamento do Estado para 2022 uma injecção de mais mil milhões de euros na TAP, adiantando que o dinheiro servirá para capitalizar a companhia aérea e garantir que tenha os rácios adequados financeiros para ser uma empresa credível, que possa funcionar saudavelmente.

Em entrevista concedida à revista ´Sábado’, o titular das Finanças afirmou que o Programa de Estabilidade já previa uma verba de 990 milhões de euros para apoiar a transportadora aérea no próximo ano, a que se somam os 970 milhões de euros a injectar no presente ano, o que eleva para perto de dois mil milhões de euros em 2021 e 2022 o montante público de apoio à TAP na sequência dos problemas decorrentes da crise pandémica.

No entanto, João Leão assegura que as injecções na TAP terminam em 2022, até porque, conforme diz, nem a Comissão Europeia, nem a Direcção-Geral da Concorrência, autorizariam mais transferências.

Refira-se que em 2019 o Governo emprestou 1200 milhões de euros à TAP, que serão convertidos em capital. Quanto aos valores já aplicados este ano, foram injectados 462 milhões de euros directamente na empresa aérea portuguesa, via aumento de capital.

Por outro lado, o governante está confiante na aprovação de Bruxelas do plano de reestruturação da TAP

Questionado sobre se há o risco de o plano de reestruturação não ser aprovado, João Leão disse não ver qualquer razão para que isso aconteça. Temos todas as condições financeiras para que possa ser aprovado, acrescentou.

O plano foi entregue a Bruxelas em Dezembro de 2020 e havia a expectativa de que fosse aprovado em Março de 2021. Não foi isso que aconteceu, mas o documento já está, na prática, a ser aplicado, conforme referiu recentemente a própria CEO da TAP.

A transportadora fez um corte de 25% na massa salarial e já reduziu o números de trabalhadores em mais de três mil – 1617 faziam parte do quadro, os restantes eram contratos a prazo. Antes da pandemia, tinha mais de 9000 trabalhadores, agora tem cerca de 7500. Está ainda em curso o despedimento colectivo de 82 trabalhadores.

 



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