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Havana, Cuba, 8 de maio – O segundo dia da viagem foi totalmente dedicado à FITCuba. Depois de um pequeno-almoço onde a frescura e sabores de frutas como a manga e a papaia surpreenderam, assim como a qualidade dos batidos ou a variedade dos produtos expostos, é tempo de sair e preparar-nos para ir para a Feira.

Este ano são mais de 200 os jornalistas convidados, oriundos de toda a parte do globo. Algo que, poderíamos pensar, tornaria a logística complicada. Nada mais falso. Os jornalistas estão distribuídos por vários autocarros, com o cuidado de estarem alocados junto a culturas semelhantes. Eu, por exemplo, estou no mesmo autocarro que a “equipa” Brasil, como carinhosamente tratamos as jornalistas (e um jornalista) que vieram daquele país. Estamos a cargo de Betsy, a nossa guia, que fala português. Para evitar confusões ou atrasos os autocarros andam sempre juntos. Quer isto dizer que não há “fugas”.

Uma nota que me surpreendeu. Olhando para o programa (e depois de estar aqui dois dias) percebo o porquê de existir intervalos longos entre as actividades. É que o agendamento já prevê os atrasos. O certo é que apesar de, por uma vez, termos estados cerca de uma hora à espera de um hotel o horário foi cumprido. O facto de termos o apoio da polícia motorizada, que segue como batedores dos autocarros e assegura que as estradas estão livres, também ajuda.

Falando da feira propriamente dita…. esta é uma opinião muito pessoal. Mas… muito melhor do que a BTL. É certo que as condições são completamente distintas. A BTL é feita na FIL, dentro de quatro pavilhões. Já a FITCuba está instalada no Castillo De Los Tres Reyes Del Morro. Não só é um local histórico, com uma vista fabulosa para a cidade de Havana como permite que os stands estejam abrigados em “lojas”. É um pouco passear pela história da ilha e da cidade – é lá que está inclusive o local onde Che trabalhou, depois da revolução.

O calor aperta e o sol vigora. O que faz com que o sol, o protector solar e a água sejam os nossos melhores amigos. Mas nada disso nos (a mim e a todos os outros jornalistas presentes) demove. Sem esquecer que, volta e meia, é impossível não dar um passinho de dança, mesmo que inconsciente, a acompanhar a música que está sempre presente.

E por agora me vou que é tempo de começar mais um dia de trabalho. Até amanhã.

Alexandra Costa