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Faz mais sentido vender o pacote Macau e Hong Kong do que fazê-lo em separado

– afirma Maria Helena de Senna Fernandes, directora da DST

Os números do turismo em Macau, referentes ao mês de agosto, tal como o Opção Turismo noticiou, revelam um aumento em relação ao mesmo mês do ano passado.

Para Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), os números são optimistas e apresentam uma tendência de subida, embora não tão acentuada como anteriormente.

Apesar disso, chega-se também a uma outra conclusão: os turistas estão a gastar menos quando visitam o território.

Apesar de os últimos dados de agosto continuarem a registar uma subida no número de visitantes em Macau (6,5%) em relação a igual período de 2018, no mês anterior (julho), o crescimento tinha sido de 18,9%, se comparado com igual período do ano passado.

Em relação à quebra das receitas, aquela responsável salientou que, neste momento, apenas se trata de uma ligeira descida e que os números são do primeiro trimestre, ainda não é o semestre. É difícil dizer qual será o impacto do ano inteiro. Acrescentou ainda a responsável que qualquer descida em termos das despesas dos visitantes, temos de a ter em conta, e estar preocupados, porque este é um elemento importante das receitas de Macau.

Ainda não é muito preocupante, mas temos de continuar a monitorizar.

Questionada se esta descida não poderá até ser paradoxalmente boa para a RAEM, uma vez que, tantas vezes, a população se queixa do número de turistas na região, Senna Fernandes respondeu que a vontade das autoridades é a de tentar que os turistas fiquem mais tempo, vejam os nossos produtos em termos culturais e de desporto.

Este é o nosso alvo. Nunca foi para atrair mais turistas, explicou.

Na troca de impressões com a comunicação social, à margem do Fórum de Economia de Turismo Global, Helena de Senna Fernandes referiu, em relação à introdução de uma taxa turística na RAEM, que o estudo de avaliação ainda está a ser terminado até ao final deste ano. Recordou ainda as palavras do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China, Alexis Tam, ao afirmar que era necessário muita cautela com este tema.

Há outros factores a considerar: Hong Kong, e a diminuição de despesas de turistas em Macau por causa de factores económicos, ou a guerra comercial entre a China e os EUA que vai causar alguns transtornos nos gastos dos turistas, destacou aquela responsável.

Helena de Senna Fernandes foi ainda evasiva Em relação aos efeitos da situação em Hong Kong na economia local, a directora da DST escusou-se a qualquer considerando, sem nunca afirmar que os tumultos na região vizinha estão a ter efeitos positivos na economia de Macau.

Ao invés de afirmar que Macau possa estar a ganhar algo em termos de turismo, nos últimos meses, pelos problemas vividos em Hong Kong, Senna Fernandes preferiu dizer que Hong Kong sempre foi um parceiro muito importante, apesar de eles estarem a ter algumas dificuldades, temos de continuar a apoiar-nos uns aos outros.

A responsável máxima pela Direcção dos Serviços de Turismo da RAEM afirmou e destacou que tem muito mais sentido vender o pacote Hong Kong e Macau, dentro da lógica da Grande Baía, do que trabalhar individualmente.



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