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Europa pessimista em relação à recuperação do turismo em Portugal

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O comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, prevê cenário pessimista quanto à recuperação do turismo em Portugal.

O responsável diz que o agravamento da projecção para a contracção da economia portuguesa deve-se sobretudo a uma retoma abaixo do esperado no sector do turismo, e mencionou a reabertura tardia das fronteiras com Espanha.

Na conferência de imprensa de apresentação das previsões macroeconómicas intercalares de Verão, nas quais Portugal foi o Estado-membro que viu mais agravada a projecção de contracção do respectivo Produto Interno Bruto (PIB), Bruxelas estima agora uma recessão de 9,8%, contra 6,8% em Maio.

Assim, Paolo Gentiloni admitiu que, a diferença deve-se a um desempenho pior do que o esperado no primeiro trimestre e a uma recuperação mais lenta do que o previsto no turismo estrangeiro, particularmente no número de voos, e também no atraso da reabertura da fronteira com Espanha, que só aconteceu há alguns dias.

Segundo Gentiloni, esta acentuada revisão em baixa das projecções para a evolução do PIB português confirma como a incerteza em torno de voos e do turismo global podem afectar particularmente economias muito dependentes do sector turístico.

Refira-se que a Comissão Europeia agravou as suas previsões económicas para Portugal este ano face aos choques da Covid-19, estimando agora uma contracção de 9,8% do PIB, muito acima da anterior projecção de 6,8% e da do Governo, de 6,9%.
Nas previsões intercalares de Verão, que acabam de ser divulgadas, o executivo comunitário reviu em baixa as projecções macroeconómicas, já sombrias, da Primavera para o conjunto da zona euro e da UE, mas mostra-se particularmente mais pessimista relativamente a Portugal, ao agravar a projecção de recessão em 3 pontos percentuais, apenas parcialmente compensada em 2021 com um crescimento de 6%, mesmo assim, ligeiramente mais optimista do que os 5,8% antecipados na Primavera.

O executivo comunitário espera então agora uma contracção em Portugal acima da média da zona euro (-8,7%) e da UE (-8,3%), quando há dois meses estimava que ficasse abaixo, ao antecipar uma queda da economia portuguesa de 6,8%, contra 7,7% no espaço da moeda única e 7,6% no conjunto dos 27 Estados-membros.

Bruxelas nota que a actividade económica em Portugal inverteu-se acentuadamente em Março, uma vez que a pandemia da Covid-19 trouxe perturbações significativas, particularmente para a grande indústria hoteleira do país, o que levou a que, no primeiro trimestre do ano, o PIB caísse 3,8% na comparação em cadeia e 2,3% em termos homólogos, apesar dos dados muito positivos nos primeiros dois meses do ano.



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