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Estado português compra 72,5% da TAP e vai reestruturar a companhia aérea

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O Governo anunciou quinta-feira (02) à noite que chegou a acordo com os accionistas privados da companhia aérea portuguesa e compra 72,5% da empresa por 55 milhões de euros, evitando assim a nacionalização. Agora, a TAP tem de passar por um processo de reestruturação.

– De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a acordo por 55 milhões de euros, referiu o ministro das Finanças, João Leão, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos e com o secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz. Todos realçaram que Portugal quer uma TAP que sirva os interesses nacionais.

O Estado aumenta, assim, a participação na TAP dos actuais 50% para 72,5%, ficando o restante nas mãos de Humberto Pedrosa, que com David Neeleman fazia parte do consórcio Atlantic Gateway, com 22,5%, e dos trabalhadores da companhia aérea com os restantes 5%.

Na conferência de imprensa, João Leão começou por destacar o papel da TAP na economia portuguesa, lembrando o acordo com a União Europeia para um empréstimo à companhia aérea. Mas as condições não foram aceites pelos representantes dos accionistas privados, desbloqueando o auxílio de 1.200 milhões à TAP.

Pedro Nuno Santos lembrou que esta não era a proposta original do Estado, mas não foi possível chegar a acordo com os accionistas privados para a injecção na transportadora. Aquilo que quisemos desde o início era que os accionistas privados participassem no esforço de capitalização da empresa convertendo os créditos em capital. A isto juntava-se também o reforço do poder do Estado na companhia.

Estas condições segundo o governante, não foram aceites, tendo o Governo apresentado uma nova proposta aos accionistas privados. A segunda proposta foi também rejeitada, tendo sido necessário pagar 55 milhões para comprar direitos à Atlantic Gateway.

Na conferência de imprensa, o ministro Pedro Nuno Santos lembrou que a companhia aérea é um dos maiores exportadores, como a que traz mais turistas para Portugal, e que a sua insolvência seria danosa para a economia nacional, ou seja, um impacto profundo e directo não só na economia, mas na vida dos portugueses.



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