Início B2A Economia de Cabo Verde prevê entrar em recessão se turismo cair 30%

Economia de Cabo Verde prevê entrar em recessão se turismo cair 30%

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A Standard & Poor’s, agência de notação financeira, prevê que o crescimento da economia de Cabo Verde possa registar um abrandamento este ano ou até mesmo queda acentuada se o turismo cair abaixo dos 30%.

O arquipélago, que depende muito do turismo, não só de Portugal como dos restantes países europeus, e o facto de ter encerrado as fronteiras aéreas em relação aos seus principais mercados emissores, estará a braços em relação à sua performance ao nível económico.

De acordo com o relatório da agência de notação financeira sobre o impacto da queda acentuada do turismo nos maiores destinos turísticos mundiais, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, a quebra no crescimento do PIB de Cabo Verde para este ano pode ir de 2,73 pontos percentuais do PIB caso o turismo abrande 11%, até uma queda de 6,71 pontos se o fluxo de turistas cair 27%.

Para este ano, o Banco Africano de Desenvolvimento antecipava, antes da crise da Covid-19, um crescimento de 5%, em linha com a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), e dentro do intervalo apontado pelo Governo (de 4,8% a 5,8% do PIB), que já na semana passada admitia rever estas previsões.

Numa mensagem divulgada pelo vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, lembrou que a situação que o mundo atravessa terá, certamente, um impacto muito grande na economia cabo-verdiana, profundamente dependente dos mais de 750 mil turistas que recebe anualmente.

O ministro acrescentou que o Governo está a trabalhar na mobilização de parceiros internacionais, nomeadamente com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), para que se possa mitigar o efeito do novo coronavírus na economia cabo-verdiana.

Na nota, a S&P confirma que as economias insulares mais pequenas parecem ser as mais expostas a um abrandamento no turismo, como é o caso de Cabo Verde, um dos 16 países que têm receitas superiores a 25% vindas dos turistas internacionais.

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