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Donald Trump: o presidente hoteleiro

Joe Biden, não restam já quaisquer dúvidas, venceu as eleições presidenciais de 2020 nos EUA e assim obrigou que Donald Trump, o primeiro hoteleiro a ocupar o Salão Oval em Washington, a dar o salto da Casa Branca, depois de ter (poleticamente) vencido, em 2016, Hillary Clinton.

Proprietário da cadeia hoteleira de luxo Trump Hotels & Resorts, tornou-se o 45º presidente dos Estados Unidos e ‘reinou’ durante quatro anos.

A Trump Organization possui hotéis e casinos, restaurantes, campos de golfe, uma divisão imobiliária, agências de modelos – foi ‘dono’ do concurso Miss USA -, empresas de produção de televisão, entre outras bem diversificadas como marcas de roupas masculinas e de trabalhpo, ringues de patinagem no gelo, gráficas e editoras de livros, de água engarrafada e até de perfumes.

A Trump Hotels possui, por sua vez, activos em Washington, Flórida, Havaí, Illinois, Nevada, Nova York e Virgínia, nos Estados Unidos, bem como no Panamá, nas cidades de Toronto e Vancouver, no Canadá, no Rio de Janeiro, e nas cidades europeias de Doonberg (Irlanda) e Turnberry e Balmedie (Escócia).

No entanto, nem tudo correu bem. Donald Trump também teve algumas desaires de negócios no sector de turismo, como a falência dos hotéis-casinos Trump Plaza, o Trump Castle e o Trump Taj Mahal. E o mesmo aconteceu com uma companhia aérea que Trump comprou em 1990, a Trump Shuttle, ou ao resort a construir no México.

Sua entrada no ramo de hotelaria aconteceu em 1972, aquando da compra do Commodore, juntamente com a Hyatt Corporation. Em 1996, Donal Trump vende a sua parte por 142 milhões. Foi também, por algum tempo, dono do Hotel Plaza de la Gran Manzana em Nova Iorque. Em 2008 tentou em Espanha, a compra de um hotel de luxo em Madrid ou Barcelona.

Antes de sua vitória nas eleições de 2016, o CEO da Hilton, Chris Nassetta, disse que a candidatura de Trump foi o passo mais próximo que a hotelaria chegou para ter um hoteleiro no cargo mais alto do mundo. E voltou a referir isso no âmbito da 19º edição do International Hotel Investment Forum, em que participaram vários CEO’s de grandes grupos hoteleiros internacionais.

Nessa altura Chris Nassetta falou também sobre a possibilidade de Donald Trump chegar à Casa Branca e as consequências que uma eventual vitória do empresário acarretaria para o sector hoteleiro.

Também Geolf Ballotti, CEO do Wyndham Hotel Group garantiu que nunca houve melhor momento em nosso setor para a promoção do sector, quando o nome do candidato republicano foi colocado na mesa.

Após a eleição Trump ‘entregou’ a gestão dos seus activos e, refira-se, nem tudo tem corrido da melhor maneira.

Com Biden na presidência dos EUA, certamente que o turismo mundial, com a abertura de vários destinos aos norte-americanos (e não só), como é o caso de Cuba, e até mesmo a aviação, independentemente da actual ‘guerra’ entre a União Europeia e os EUA, podem sofrer uma positiva viragem, apenas ensombrada pela pandemia de Covid-19.

No entanto, ressalve-se a acção de Trump na pacificação, se assim se pode dizer, em outras zonas do mundo, permitindo também aberturas ao Turismo.

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