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CTP quer medidas de apoio claras e de rápida operacionalização

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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) pretende que as medidas de apoio às empresas do sector anunciadas pelo Governo sejam mais claras e de rápida operacionalização, para evitar encerramentos e destruição de empregos.

– Têm de ser mais claras, simplificadas, ajustadas e de rápida operacionalização, para evitar o encerramento de empresas e a destruição de milhares de empregos, sobretudo no que se refere ao turismo, sublinha o presidente da CTP, para lembrar que os empresários do turismo estão a sofrer uma quebra abrupta de receitas que não lhes permite pagar, no imediato, salários, fornecedores, impostos ou créditos. Há empresas no limiar do encerramento e outras que já fecharam as suas portas. Toda a cadeia de valor do turismo está em risco.

Por outro lado destaca que as sucessivas alterações ao regime de lay-off, as linhas de crédito que ainda não chegaram às empresas, a inexistência de medidas directas de apoio às empresas em maior dificuldade e a passividade da União Europeia face a esta pandemia vão provocar danos consideráveis na economia nacional.

Francisco Calheiros sublinha que no actual momento uma coisa é certa: nem o apoio extraordinário para a manutenção de postos de trabalho está operacional, excepção feita à linha de apoio às microempresas por parte do Turismo de Portugal, nem sequer se sabe o que vai suceder sobre a pretensa simplificação do lay-off.

CTP adverte que ainda não chegaram às empresas, nem mesmo o pacote de 200 milhões anunciado no dia 9 de Março, indicando que os processos de concessão de crédito são morosos e burocráticos, as taxas de spread são demasiado altas e as linhas de crédito necessitam de reforço em vários sectores, uma vez que as empresas estão sem liquidez, necessitam de medidas de auxílio directos e sem requisitos.

A Confederação de Turismo enfatiza também “a necessidade urgente de a União Europeia intervir e criar instrumentos europeus que assumam as despesas nacionais através de financiamento direto do BCE e outros mecanismos”.

A CTP considera insuficiente, neste quadro económico em que as empresas estão paralisadas e os postos de trabalho em rico, a flexibilização do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Neste sentido recorda que necessitamos de auxílios financeiros directos para as empresas e não apenas mecanismos de endividamento. É necessária a realocação de verbas do orçamento da UE para apoio aos estados-membros, para a dinamização da actividade económica e apoios às micro, pequenas e médias empresas, em jeito de crítica à União Europeia, para realçar a necessidade urgente de a UE intervir e criar instrumentos europeus que assumam as despesas nacionais através de financiamento directo do BCE e outros mecanismos.

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