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CTP garante que o turismo vai continuar a lutar

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, garantiu esta terça-feira, que o turismo, as suas empresas e os seus trabalhadores vão continuar a lutar, e que baixar os braços está fora de questão, mas precisam de medidas concretas, rápidas, fáceis de aceder, não só ao nível das reservas nacionais, mas também quando chegar a ‘bazuca’ europeia, porque “já não há reservas”.

Na abertura de um webinar que a CTP promoveu sobre o “Estado do Turismo”, Calheiros reafirmou as 10 medidas que considera fundamentais para que as empresas do sector possam sobreviver até ao fim da actual crise.

Ao fim de quase um ano de pandemia, as empresas do sector do turismo já não têm mais reservas de capital para fazer face à crise e precisam de mais apoios, realçou o dirigente.

“Faz, no mês que vem, um ano de pandemia. Ninguém esperava que durasse este tempo e, hoje, o estado actual do turismo é de urgência”, lembrou, para realçar que “Muitos perguntam como aguentámos até agora. Tivemos 10 anos de bom turismo, as empresas ficaram muito capitalizadas e constituíram reservas. É por isso que temos aguentado até agora, mas, passados 11 meses, não há reservas”, acrescentou.

Assim sendo, a actividade do turismo precisa do reforço dos apoios já anunciados pelos Governo, mas da sua extensão no tempo, questão aliás evidenciada por todos os intervenientes no webinar: António Brochado Correia, presidente da PwC Portugal, Angola e Cabo Verde; Miguel Maya, presidente da Comissão Executiva do Millennium bcp; Cláudia Monteiro de Aguiar, eurodeputada; e Luís Marques Mendes, advogado e comentador de televisão.

A sessão foi encerrada por Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, que respondeu a alguns assuntos que estiveram em cima da mesa durante o debate.

O presidente da CTP apela ainda a que o Governo não discrimine as grandes empresas nos acessos aos apoios e que prolongue os programas de apoio às rendas, tanto habitacionais como comerciais, pelo menos, até ao final do ano.

Propõe também a ampliação das medidas de apoio às empresas exportadoras, que só recentemente passaram a abranger o sector do turismo. “As empresas do turismo já podem aceder a estes apoios, mas muito poucas empresas conseguiram aceder. É fundamental que haja uma extensão destes apoios e, dentro dela, um apoio específico para o turismo”, salientou Francisco Calheiros.

A criação de um quadro legal de medidas que sejam previsíveis e comunicadas de forma atempada, bem como de um balcão único onde as empresas possam dirigir-se para ter todas as informações necessárias para aceder às medidas Covid, são outras medidas pedidas pela CTP, que acrescem à necessidade de implementação de medidas de capitalização das empresas. “Nós não aguentamos mais empréstimos. É a maior crise das nossas vidas. Ainda não vemos a luz ao fundo do túnel e não vale a pena continuarmos a contrair mais empréstimos. Têm de vir para cima da mesa medidas de capitalização”, sublinhou.

De olhos postos na recuperação do destino Portugal, o dirigente está preocupado, e pede ao Governo lance uma nova campanha para repor a confiança do país: “Quanto à segurança sanitária, o que vemos nas notícias todos os dias é o mesmo que os nossos clientes internacionais vêem. Temo que, quando abrirem os corredores turísticos, esta seja a mensagem que está na cabeça das pessoas. Temos de pensar muito bem o tipo de acções que vamos ter de fazer para recuperar a confiança daqueles que, durante quatro anos consecutivos, nos elegeram como o melhor destino do mundo”.



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