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AHP e CTP consideram decisão britânica lesiva ao turismo português

Retirar Portugal da lista ‘verde’ é lamentável, diz a AHP –

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) lamenta a decisão do Governo britânico de retirar Portugal da lista ‘verde’ e entende que é uma desagradável surpresa para o turismo e hotelaria.

A decisão do governo britânico de retirar Portugal da lista ‘verde’ é uma péssima notícia, que não se compreende, diz Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, considerando que ainda que o número de casos de infeções tenha aumentado, estamos muito abaixo dos parâmetros mínimos exigidos pela União Europeia para viagens turísticas e o número de infectados pela variante nepalesa também é muito reduzido.

Seguramente a questão da saúde pública não serve como justificação para esta decisão, frisou Raul Martins.

A AHP entende ainda que a decisão do governo britânico vem prejudicar gravemente o Turismo e toda a operação hoteleira que já estava a preparar o Verão com a perspectiva de receber os hóspedes britânicos.

É particularmente grave quando as unidades hoteleiras já se encontravam com processos de recrutamento em curso e agora terão de redefinir a sua estratégia, diz a associação.

É uma decisão desastrosa para o turismo português, afirma a CTP

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera que a decisão anunciada pelo governo do Reino Unido de retirar Portugal da lista ‘verde’ de viagens é desastrosa para o turismo nacional, num momento em que a actividade inicia a sua recuperação.

Esta é uma notícia muito preocupante e penalizadora não só para o Turismo, mas também para a economia nacional, já que estamos a falar da principal atividade exportadora do país, afirma Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, acrescentando que a retoma que se iniciou nas últimas semanas com a chegada dos turistas ingleses, o nosso principal mercado, vai ser abruptamente interrompida durante, pelo menos, três semanas.

Para o responsável da CTP o impacto nas reservas, sobretudo no Algarve, será gigantesco, numa fase em que as empresas se preparavam para um aumento da procura turística com reforço da oferta e de recursos humanos.

Todo esse investimento será perdido, frisou Francisco Calheiros.



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