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Cruzeiros encaram retoma com optimismo

A indústria de cruzeiros, segundo os especialistas do sector, está já a dar sinais de recuperação.

Apesar de tudo, mesmo sabendo do risco que ainda podia correr este ano, muitas empresas de cruzeiro iniciaram as suas operações, mesmo considerando a possibilidade de que as fronteiras voltassem a ser encerradas dada a delicada situação de subidas e descidas dos números de Covid.

Refira-se que durante a pandemia, foram também muitas as empresas que, literalmente, faliram e não voltarão a navegar.

Acrescente-se também que uma percentagem razoável de empresas do sector foi paciente, apesar do que significa economicamente ter a frota parada. No entanto, estão preparados para reiniciarem as operações a partir de 2022.

Foram quase dois anos de incerteza que obrigaram milhares de trabalhadores a pensar e analisar a sua situação pessoal para um futuro imediato.

Como resultado, quer nas empresas, quer nas agências, o panorama em termos de falta de funcionários começa a ser realmente assustador.

A falta de mão de obra para reiniciar uma nova época é agora o principal desafio do sector.

Muitos dos trabalhadores ligados aos cruzeiros tiveram que procurar outros meios de subsistência para continuar a viver a vida durante o intervalo de paragem dos navios.

A maior parte deles não vai voltar para bordo, talvez porque se algo semelhante acontecesse novamente, a situação de desamparo seria o fim das suas aspirações pessoais.  Sendo assim, preferem permanecer vivos e com a garantia de emprego embora também tenha certos riscos.

Outros tiveram tempo suficiente para avaliar a diminuição da qualidade de vida que supõe estar a bordo de certos cruzeiros, os meses e meses durante uma temporada sem família e o estar ‘preso’ entre quatro paredes para poder desfrutar de 30 dias de férias num ano. Por outro lado, quem quer embarcar e nunca o fez antes, mas vê nisso uma saída para a situação actual, carece dos cursos obrigatórios aprovados exigidos pelo sector – principalmente no mar – e que representa um forte investimento financeiro inicial para obtê-los. E, claro, ter conhecimento do idioma de bordo, o inglês, que faz com que sejam imediatamente recusados.

Todavia, certo é que o turismo de cruzeiros para 2022/23 está em alta novamente e a acompanhar esse optimismo, a indústria tenta manter sua participação no mercado com várias estratégias que possam fortalecer e obter essa garantia para os próximos anos.

E, assim, vão oferecendo segurança após a pandemia, viagens a contento de toda a família a preços de acordo com o contexto económico actual, ofertas de entretenimento dirigidas aos vários segmentos que definem a clientela, inovação e actualização através da tecnologia e, sobretudo, uma feroz competição em termos de preços e descontos.



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