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Covic-19: presidente da APAVT apela ao combate ao estigma e direito de fazer férias

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O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira apela ao combate ao estigma, exercício de solidariedade, bem como o direito a viajar e a fazer férias, referindo-se a todas as notícias que têm vindo a público sobre a propagação do novo coronavírus.

Na apresentação do próximo congresso da APAVT, que terá lugar, em Novembro, na cidade de Aveiro, Costa Ferreira disse que o turismo não gosta de intolerância, não gosta de barreiras à circulação, não gosta de fronteiras fechadas, gosta de tolerância de proximidade entre os povos, de solidariedade e de alegria de viver em conjunto.

– A pandemia do covid-19 revelou, em pouco tempo, como habitamos um mundo antigo. Colocou-se um estigma sobre a comunidade chinesa, apedrejaram-se supostos infectados ucranianos e, por junto, escolheu-se o medo em lugar de nos basearmos em factos, apoiaram-se rumores em lugar de nos agarrarmos à ciência, e, acima de tudo, produziram-se estigmas em lugar de exercer solidariedades, disse.

Costa Ferreira acrescentou, na sua intervenção que sabemos como isto vai acabar. Depois de alimentar os media com o estigma, o medo e os cenários, assim que epidemia se desenvolva, se se desenvolver, lá teremos os mesmíssimos responsáveis a desvalorizar o assunto, em busca da serenidade que não se protegeu e da prudência que não se  valorizou, e a começar a alinhar o discurso com o que vimos dizendo desde o início. Ter-se-á perdido tempo, entretanto, o que é pena, e ter-se-á sobretudo atacado a confiança que, nestes tempos de recuperação económica, tem sido tão difícil reganhar.

Ainda no seu discurso crítico, o dirigente associativo fez questão de descansar a directora-geral de Saúda. Durante uma recente conferência de imprensa, ouvimos a senhora directora-geral da Saúde preocupada com os direitos dos trabalhadores que poderão vir a estar  em quarentena, esclarecendo que todos os seus direitos serão protegidos, até porque o nosso país tem uma constituição. Quero concordar com a Dr.ª Graça Freitas, o país tem uma constituição. Mas quero também descansá-la.

E garantiu que, o sector não precisará de recordar a constituição para tratar dos seus, protegendo-os e entregando solidariedade. Sempre assim foi. Aliás, conheço colaboradores de empresas que estão presentemente em quarentena por terem voltado de zonas de perigo. Bastou alertarem para o assunto, para estarem em casa, não apenas com todos os direitos garantidos, como ainda com o apoio e a solidariedade, quer de colegas quer dos empresários. Mal seria que quem é a modernidade deste mundo tão antigo, precisasse de leis para organizar o apoio dos mais próximos de nós, que são os nossos colaboradores.