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Congresso da ADHP – Não é possível aguardar tempo que não existe

Congresso da ADHP, em Évora (15OUT20) – O presidente da ADHP, Raul Ribeiro Ferreira, afirmou esta quinta-feira (15), em Évora, na abertura do XVI Congresso da Associação, que não é possível aguardar tempo que não existe, na implementação das medidas de apoio ao sector, pondo em causa a gestão e consequentemente a sobrevivência de muitas empresas.

Raul Ribeiro Ferreira lembrou, no seu discurso, que ao longo dos últimos meses o papel dos directores de hotéis centrou-se em primeiro lugar em garantir a estabilidade e a segurança de todos os colaboradores, quer física, quer emocional, e só assim conseguimos transmitir a confiança que os clientes necessitavam para voltar a utilizar os hotéis.

Não esqueceu, igualmente que muitas zonas vivem números catastróficos, e que nos próximos meses não se auguram grandes alterações no panorama e por isso, todas as entidades públicas e privadas, tem o dever de trabalhar em conjunto para que quando se ultrapassar esta crise, continuem a existem empresas turísticas, referiu o dirigente associativo.

– Para que este trabalho conjunto continue a dar frutos, à semelhança do que tem ocorrido nos últimos meses é fundamental uma resposta célere das entidades públicas, enalteceu.

A título de exemplo temos as medidas de apoio extraordinário à retoma progressiva, que foram anunciadas no conselho de ministros de dia 8 de Outubro, sem aprovação até à data de hoje. Sabemos que não deve haver alteração, mas estamos a trabalhar sem a certeza da sua aprovação, alertou Raul Ribeiro Ferreira.

A Associação dos Directores de Hotéis de Portugal assumiu a realização deste congresso de forma presencial, na Universidade de Évora, que conta com 160 inscritos. Para o seu presidente trata-se de um evento que está referenciado e estes gestores da hotelaria já contam com ele todos os anos. Por achámos que tínhamos de o fazer e tínhamos de satisfazer a necessidade dos directores de hotéis e dos diversos parceiros, mas também porque é um dos poucos que vão acontecer este ano e é fundamental que se consiga dar este sinal ao mercado. Estamos cientes do desafio que é realizar um evento presencial com este número de pessoas neste momento, mas também é fundamental para os directores de hotéis retomar a normalidade com as condicionantes possíveis e que sabemos, esclareceu.

Para os directores de hotel, é fundamental retomar a normalidade possível com as condicionantes possíveis que sabemos existirem no mercado de trabalho e mais do que tudo transmitir uma mensagem de confiança a todos os clientes, garantindo a sua segurança. Exemplo disso são as boas práticas de higiene que existem nos hotéis, com as medidas que estão hoje em prática na grande maioria das unidades hoteleiras do nosso país, e fruto da implementação do Selo Clean & Safe. Segurança tem sido alcançada, garantiu, para acrescentar que esta norma de segurança não nasceu agora é fruto de um longo trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos anos pelos profissionais do sector, reconhecido internacionalmente com níveis de higiene e segurança, superiores ao de outros mercados concorrentes.

Igualmente, Raul Ribeiro Ferreira assegurou que este congresso quer dar sinal ao mercado que as razões que fizeram Portugal ter sido eleito o melhor destino do mundo, mantêm-se todas inalteradas. Os diretores querem contribuir, como sempre o fizeram para que esta situação, assim que o mercado o permitir, volte a ser uma realidade.

Com o tema principal ‘O futuro começa agora’, o XVI Congresso da ADHP, que decorre até ao final do dia de hoje (sexta-feira) na Universidade de Évora, discutiu ontem temas como ‘Tendências de gestão de pessoas’, debatendo a necessária adaptação da cultura organizacional num mundo dominado pela tecnologia; e ‘A aposta na inovação’, em que foram apresentadas as soluções e novas funcionalidades tecnológicas ao serviço da hotelaria. No final do dia de ontem vários hoteleiros foram galardoados com os ‘Prémios Xénio 2020’ num jantar que contou com intervenções do novo presidente eleito da CCRD Alentejo, António Ceia da Silva, e do presidente da CTP, Francisco Calheiros, cujas notas daremos em pormenor em próximos artigos.

Além do discurso de Raul Ribeiro Ferreira, a sessão de abertura do evento contou com intervenções de Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, Vítor Silva, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, da Reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, e Filipe Silva, da administração do Turismo de Portugal. A sessão de encerramento deverá ser presidida pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Para esta sexta-feira, o congresso reserva ainda outras discussões tais como: ‘Uma outra perspectiva da formação’ – A importância da formação ao longo da vida -novas formas de pensar e fazer; ‘O valor da certificação ambiental’ – ferramenta garante de qualidade do destino; ‘Transformação digital’ – Como ajustar o modelo do negócio beneficiando dos avanços tecnológicos; ‘A captação de eventos – O encontro certo entre a procura e a oferta’ – Gerador de novas procuras e do aumento de notoriedade das regiões; e ‘A recuperação/reestruturação turística, quando e como?’.



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