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Caldas da Rainha: Montebelo Bordallo Pinheiro deverá abrir em 2023

O Montebelo Bordallo Pinheiro, unidade de cinco estrelas que surge da transformação dos Pavilhões do Parque, nas Caldas da Rainha, num investimento de 15 milhões de euros, deverá ficar concluído no Verão de 2023, estima a autarquia, que aprovou o projecto.

– O projecto foi aprovado na generalidade e já tem quase todos os pareceres favoráveis, o que permite estimar que, dentro de um mês, sensivelmente, a empresa possa levantar a licença de construção, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Tinta Ferreira.

A reabilitação dos Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha, aprovada por unanimidade, prevê a construção de um hotel com mais de uma centena de quartos nos edifícios centenários concessionados pela autarquia ao Grupo Visabeira.

O hotel ocupará uma área de 15.500 metros quadrados e contemplará uma ligação entre o Céu de Vidro e a antiga Casa da Cultura, bem como a construção de um edifício multiusos no local onde em tempos existiu uma sala de cinema (Salão Ibéria).

O contrato de concessão determinava que o projecto teria que ter a aprovação da Direcção-Geral do Património Cultural, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Turismo de Portugal, entre outras entidades chamadas a pronunciar-se na sequência da aprovação prévia votada pelo executivo em Novembro de 2019.

A confirmar-se o prazo de cerca de um mês para a atribuição da licença, a obra poderá arrancar ainda este Verão e ficar concluída no prazo de dois anos, estima Tinta Ferreira.

Denominado Montebelo Bordallo Pinheiro, o hotel assentará na ligação às águas termais e à fábrica e museu de Bordallo Pinheiro.

Os Pavilhões do Parque D. Carlos I foram concessionados à sociedade Empreendimentos Turísticos Monte Belo, do Grupo Visabeira, em 2017 no âmbito do Programa Revive, determinando o contrato de concessão que o projecto para a requalificação dos imóveis fosse entregue no prazo de um ano e que, após a sua aprovação, a obra arrancasse num prazo de 180 dias.

O contrato estabelecia como data limite para abertura do hotel o dia 02 de Dezembro de 2020, prazo que, segundo Tinta Ferreira, a pandemia da Covid-19 veio impossibilitar, atrasando a obtenção de todos os pareceres.

Com a aprovação do projecto, a Câmara considera ter agora dado um passo muito importante na concretização da obra, que permite a preservação do património centenário, concessionado à empresa por um prazo de 48 anos.

Projectados nos finais do século XIX, por Rodrigo Berquó, para internar aquistas, os Pavilhões do Parque nunca chegaram a cumprir essa função, tendo albergado durante mais de 100 anos um quartel militar, uma esquadra da polícia, escolas e uma biblioteca.

O Hospital Termal, o Parque (onde se integram os Pavilhões) e a Mata das Caldas da Rainha foram, em Dezembro de 2015, entregues à Câmara, que se comprometeu a gerir aquele património e a investir, até 2020, 12 milhões de euros na sua recuperação.

Os edifícios foram, em 2016, integrados numa lista de 30 edifícios públicos degradados que o Governo entendeu concessionar a privados, no âmbito do programa de valorização do património para fins turísticos.



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