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Cabo Verde quer contrariar excessiva dependência económica do turismo

O Presidente da República de Cabo Verde alertou, no discurso oficial no parlamento, na sessão solene comemorativa do dia da Liberdade e da Democracia, que assinala a realização, em 13 de Janeiro de 1991, das primeiras eleições multipartidárias do país, para a excessiva dependência do turismo.

Jorge Carlos Fonseca destacou os quase 7% de crescimento económico que Cabo Verde registou no terceiro trimestre de 2019 e a redução do desemprego, dados que dão conta de uma evolução positiva da economia, mas disse serem insuficientes face às necessidades do país, perante a excessiva dependência do turismo.

o turismo, principal sector da economia do país (com um peso estimado de 25% de toda a riqueza nacional) ainda tem uma componente externa, em termos de investimento e de produto, demasiado elevada, e consequente escassa participação nacional.

Jorge Carlos Fonseca apontou que a integração do mercado nacional no sector do turismo continua insuficiente, o que limita os efeitos benéficos do crescimento global e tende a alargar-se o fosso entre as ilhas.

No seu discurso, o Presidente da República insistiu no alerta para a dependência tão acentuada do turismo, que pode não se mostrar salutar, apesar do bom desempenho actual e em perspectiva, de um milhão de turistas anuais em 2021.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou que o país ainda está em processo de desenvolvimento e que o turismo é uma forma de assegurar a diversificação económica.

Ulisses Correia e Silva que falava aos jornalistas referiu que é preciso saber que nós não estamos ainda no ponto de destino, estamos num processo de transformações que farão com que a economia seja mais forte, mais solidificada.

– Não são recados, são preocupações convergentes, disse Ulisses Correia e Silva, a propósito das observações do chefe de Estado, que exortou à diversificação da economia além do turismo.

– É preferível termos esta situação e depois diversificamos e aumentarmos o nível de penetração de outros sectores do que não ter nada. É importante e estamos a fazê-lo, não só diversificar mais o turismo, em termos mais ilhas como destino turístico, maior implicação do sector turístico sobre outros sectores, afirmou o primeiro-ministro.

 



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