Início Opção Turismo Cabo Verde Airlines busca financiamento de longo prazo

Cabo Verde Airlines busca financiamento de longo prazo

COMPARTILHE

O grupo

que lidera a Cabo Verde Airlines (CVA), admite que os resultados da companhia aérea cabo-verdiana no primeiro trimestre ficaram abaixo das expectativas, continuando à procura de um financiamento a longo prazo.

De acordo com o relatório com as demonstrações financeiras do grupo islandês referente ao primeiro trimestre, datado de Maio, e que a Lusa teve acesso, a CVA necessita de se financiar a longo prazo, processo que se arrasta desde 2019, agora numa altura em que a actividade comercial da companhia está parada desde 18 de Março e pelo menos até 1 de Julho, devido à pandemia de covid-19.

Se o financiamento a longo prazo não for garantido, isso poderá afectar negativamente a operação da Cabo Verde Airlines, reconhece o grupo Icelandair, que detém 36% do capital social da CVA, através da sua subsidiária Loftleidir Icelandic.

Refira-se que, emMarço de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF, que ficou com 36% da CVA, enquanto 30% foi adquirida por empresários islandeses com experiência no sector da aviação, que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada. Outra parcela, de 10%, foi vendida no segundo semestre de 2019 a trabalhadores e emigrantes cabo-verdianos.

Após a privatização da Cabo Verde Airlines, a implementação da estratégia de ‘hub’ no Sal, de conectar quatro continentes, mostrou um aumento imediato do número de passageiros, crescimento que foi bem sucedido ao longo do ano passado.

Contudo, a companhia, que tem 330 trabalhadores, suspendeu em 18 de Março a actividade operacional, face à decisão do Governo de Cabo Verde de encerrar o país a voos internacionais, para conter a pandemia de Covid-19. Nas semanas anteriores, a transportadora já tinha começado a suspender várias rotas, face a restrições impostas também nos países de destino.

A companhia mantém a perspectiva de retomar as operações em 1 de Julho, sujeita às recomendações da Organização Mundial de Saúde e possíveis restrições locais nos destinos onde opera.

Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook