Início B4 Cabo Verde admite pagar compensações para voos low-cost

Cabo Verde admite pagar compensações para voos low-cost

Por forma a garantir a retoma do turismo e atingir uma procura anual de 1,2 milhões de turistas internacionais até 2026, o governo de Cabo Verde está disponível a pagar compensações a operadores aéreos para voos low-cost.

A prioridade desta estratégia encontrada pelo governo do arquipélago passa por avançar com uma política de indução positiva da procura pelo destino Cabo Verde.

Cabo Verde recebeu em 2019 um recorde de 819 mil turistas, mais de 40% com destino à ilha do Sal.

Contudo, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a procura turística recuou mais de 70% em 2020, sendo este um sector que garante cerca de 25% do Produto Interno Bruto.

Para este ano, antes da pandemia, estava prevista uma meta de um milhão de turistas, mas devido às restrições provocadas pela Covid-19, o país recebeu apenas cerca de 12 mil turistas.

A ideia do Governo cabo-verdiano é, também, que sejam criadas condições para a subida no ranking da competitividade turística, com o objectivo de passar a integrar o grupo dos 50 países mais competitivos. Actualmente, Cabo Verde ocupa o 88º lugar em 140 países do referido ranking.

Segundo o programa do novo governo, há uma aposta clara no fomento da conectividade aérea do país com os principais mercados emissores, apostando no apoio/compensação a operadores aéreos de `charters` e/ou `low-cost`, com especial ênfase na fase da retoma do turismo.

– O Governo propõe atingir até 2026, uma procura não inferior a 1,2 milhão de turistas, aumentar o valor acrescentado da indústria do turismo, traduzido numa maior agregação de recursos endógenos nos serviços e no produto que o país apresenta ao visitante, provenientes da agricultura, das pescas, da agro-indústria, das indústrias criativas e do sector dos transportes, tendo como fim último a criação de um tecido empresarial nacional forte, aponta o documento.

No quadro das medidas de emergência, o governo assume o compromisso de posicionar Cabo Verde como um destino turístico seguro do ponto de vista sanitário, nomeadamente com imunidade de grupo através da vacinação contra a Covid-19, mantendo o Programa de Segurança Sanitária com a atribuição de selo ‘Bio & Safe’ aos operadores do sector turístico e continuando a investir no Sistema Nacional de Saúde.

Nas metas para a legislatura, até 2026, consta ainda a materialização do Programa Operacional do Turismo, com base num modelo de crescimento de turismo ancorado na sustentabilidade, preservação dos recursos naturais, culturais, patrimoniais e humanos do país, enquanto mais-valia para a construção de um produto turístico resiliente, em todas as ilhas e municípios do país, buscando uma maior diversificação e desconcentração da oferta turística.

“O Governo acelerará a construção de um produto turístico diversificado, desconcentrado e sustentável que valorize os recursos naturais, históricos, culturais e humanos de todas as ilhas, apostando em segmentos, tais como, o turismo de natureza, sol e praia, cultural e histórico, de saúde, o turismo residencial, o turismo da saudade (dirigido à diáspora) e o turismo de eventos, lê-se ainda no documento.

 



Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter