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Bruxelas quer controlo de fronteiras europeias para conter o coronavírus

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A Comissão Europeia (CE) pretende discutir o controlo de fronteiras com os Estados-Membros, com o objectivo de conter a propagação do coronavírus. Em causa está, nomeadamente, a situação do alastramento do surto em Itália.

A porta-voz da Comissão, Dana Spinant, considera que as decisões devem ser coordenadas, entre todos os Estados-Membros, ao nível europeu.

– É possível aos Estados-Membros a introdução de fronteiras, com base na saúde pública, ou no âmbito da segurança interna. No caso do Covid-19, estamos a falar da saúde pública e do campo das políticas públicas, que podem ser invocadas para a introdução de controlos de fronteira, referiu.

– Queremos proactivamente iniciar uma discussão com os Estados-Membros, porque a situação é dinâmica e, provavelmente, está a evoluir, disse, na conferência de imprensa diária, em Bruxelas, especificando que a Comissão vai levar a cabo uma troca de pontos de vista e de informação sobre os procedimentos para o controlo de fronteiras, bem como em matéria de vistos, entre os Estados-Membros.

Bruxelas acredita que as medidas são mais eficazes, se forem adoptadas de forma coordenada e não de um modo fragmentado, não estando, no entanto, por agora, o encerramento das fronteiras.

No entanto, o turismo europeu pede solidariedade com a China. Um manifesto assinado por empresas e associações europeias ligadas ao turismo, comércio e transportes, apelam para que os viajantes chineses sejam bem recebidos, até porque são peça-chave para estas actividades no território europeu.

Seja na emissão facilitada de vistos, ou na disponibilização de ofertas turísticas atractivas, os sectores público e privado devem colaborar para garantir uma forte recuperação do movimento turístico de cidadãos chineses na Europa, indica o manifesto.