COMPARTILHE

A British Airways anunciou na passada segunda-feira ter sido multada em 204,7 milhões de euros pela agência britânica para a protecção de dados pessoais (ICO), na sequência do roubo de dados de centenas milhares de clientes da transportadora no ano passado.

A ICO explicou que a sua investigação foi exaustiva e concluiu que o incidente envolvia detalhes do cliente, incluindo as informações de login, cartão de pagamento, nome, endereço e reserva de viagem que foram cobradas após serem redireccionadas para um site fraudulento.

A agência britânica para a protecção de dados pessoais salientou ainda que a violação de dados, que começou em junho de 2018, e aconteceu porque a British Airways tinha acordos de segurança deficientes para proteger as informações dos clientes que eram acessadas.

A companhia aérea reagiu com surpresa a esta multa ao afirmar que respondeu rapidamente ao acto criminoso do roubo dos dados de clientes e não encontrou evidências de actividade fraudulenta nas contas afectadas por esse roubo.

No entanto, a comissária de informação da ICO, Elizabeth Denham, ressalvou que os dados pessoais dos clientes são apenas isso, pessoal.

Quando uma organização não a protege de perda, dano ou roubo, é mais do que um inconveniente. A lei é clara: quando lhe são confiados dados pessoais, deve cuidar deles. Aqueles que não o fizerem, enfrentarão o escrutínio da minha comissão para verificar se tomaram as medidas apropriadas para proteger os direitos fundamentais de privacidade, acrescentou a responsável da ICO

O presidente executivo da IAG, Willie Walsh, à qual pertence a transportadora britânica, já anunciou a sua intenção de apelar contra esta multa.

A British Airways tem 28 dias para rebater a multa que equivale a 1,5% da facturação da empresa mundial no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2017.

Segundo a companhia de aviação os pagamentos afectados foram efectuados através da página da Internet e da aplicação móvel da British Airways.