Início B1 Brasil: Vila Galé desiste de hotel na Costa do Cacau

Brasil: Vila Galé desiste de hotel na Costa do Cacau

COMPARTILHE

O Grupo Vila Galé em comunicado refere que apesar de os projectos estarem aprovados e terem o apoio explícito da Prefeitura de UNA, do Governo Estadual da Bahia e dos órgãos de Turismo do Governo Federal, foi forçado a abandonar o projecto para a construção de um hotel de luxo no sul do Estado brasileiro da Bahia.

Sublinhando que ao longo dos seus 33 anos de realizações e investimentos em vários sectores de actividade, que vão do imobiliário à hotelaria, passando pela agricultura e agro-indústria (produção de vinhos e azeites Santa Vitória, etc), o Grupo Vila Galé Hotéis foi reconhecida pela ética, rigor, isenção, transparência, responsabilidade social, sustentabilidade ambiental, valorização pessoal e profissional dos que nela trabalham, sendo disso exemplo, inúmeros prémios e distinções recebidos. Destaca ainda que tem 34 hotéis em Portugal e no Brasil com cerca de 20.000 camas, quatro projectos em construção e uma dúzia em projecto.

Apesar disso, tem vindo a ser alvo de “ataques” por alguns que abraçam causas mediáticas, só aparentemente justas, e usam de falsidades, sem sequer procurarem minimamente obter a verdade dos factos.

O comunicado continua a historiar os factos que levaram a esta decisão do grupo, começando por destacar que em Abril de 2017, a Vila Galé foi convidada pelo Governo da Bahia e Prefeitura de UNA para realizar um investimento num mega Resort para ajudar ao desenvolvimento da região de UNA, tendo sido estabelecida uma parceria com a empresa proprietária dos terrenos.

Após avaliação, a Vila Galé anunciou em Portugal e no Brasil, em Julho de 2018, o investimento neste novo Resort e o contrato celebrado com o Estado e a Prefeitura, tendo elaborado todos os estudos e projectos (arquitectura, ambientais, etc, etc.), os quais vieram a ser aprovados pelas entidades competentes.

E o comunicado continua:

Ao longo de todo esse tempo não surgiu qualquer reclamação ou reivindicação, apesar de ser pública e notória em toda a região a notícia do projecto.

No local e num raio de muitos quilómetros, não havia nem há qualquer tipo de ocupação/utilização, nem sinais de qualquer actividade extractivista por parte de quem quer que seja.

Não existe qualquer reserva indígena decretada para esta área, nem previsão de a vir a ser.

Passaram 3 mandatos Governamentais anteriores, com vários Ministros da Justiça e nenhum deles aprovou a demarcação das terras indígenas.

Certamente porque não encontraram fundamento legal para o efeito de decretar uma gigantesca área de reserva de 47.000 ha.

Em resumo, não há sinais de ocupação indígena de qualquer espécie nesta área.

Entretanto, tratando-se de um tema delicado que suscita estados emocionais por parte de alguns sectores, fomos acusados de falsidades inconsistentes e graves.

O Grupo Vila Galé Hotéis afirma ainda, na sequência da sua decisão que não é de nosso interesse que um Hotel Resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de “guerra”, ainda que injusta e sem fundamento, como são exemplo as ameaças proferidas na Embaixada de Portugal em Brasília e algumas declarações falsas, dramáticas e catastróficas que deveriam envergonhar quem as profere.