Início Destaques Booking apoia desrespeito de confinamento

Booking apoia desrespeito de confinamento

Uma família de uma freguesia sujeita ao dever de confinamento viu recusada a sua estadia num Alojamento Local. Insatisfeita por não poder gozar férias longe de casa, pediu ajuda ao Booking que, mesmo depois de ter sido alertado para a situação, realojou a hóspede noutro local.

Indiferentes ao risco e ao dever de permanecer no domicílio em 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa, com excepção para situações pontuais, alguns cidadãos insistem em furar as normas de saúde pública e aproveitam o calor para gozar as férias tradicionais de Verão.

Esta semana, uma família residente numa das freguesias condicionadas até ao final deste mês, omitiu parte da sua morada e tentou gozar uma semana de férias, longe da zona de risco onde vivem.

Foi apenas ao dar entrada que os proprietários do Alojamento Local se aperceberam de que a família se encontra numa zona de risco elevado e com o dever de permanecer em casa. Para minimizar o impacto da recusa no alojamento, os proprietários ofereceram um ‘voucher’ com validade de um ano, assumindo o prejuízo pelo bloqueio daquelas noites para outras reservas, oferta que acabou por ser aceite, embora tenham comentado a sua intenção de procurar outro alojamento para gozar as férias e que ainda recentemente o tinham feito noutro local, sem qualquer entrave.

Algumas horas depois, os proprietários do AL foram informados pelo Booking de que a pedido da cliente, a reserva foi cancelada e a cliente acomodada noutro alojamento, informando ainda que é com satisfação que informamos que não será cobrada comissão para esta reserva.

Em poucas horas, e apesar do alerta do AL junto do Booking, a plataforma mundial de reservas decidiu unilateralmente aceder à mudança de posição da cliente, que passou a exigir a devolução da quantia paga para a estadia em vez de receber um ‘voucher’, cancelando a estadia quando a cliente estava em dever de confinamento há mais de três semanas e sabia com antecedência que não deveria gozar esta estadia neste período.

A par do cancelamento, o Booking não atendeu ao dever de confinamento da cliente, tendo procedido à reserva da cliente que deveria estar em casa numa outra unidade de alojamento, desrespeitando a Resolução do Conselho de Ministros nº53-A/2020.

Depois de ter começado por ser acusada de insensibilidade para com os clientes no início da pandemia, recusando o cancelamento gratuito das reservas por conta do COVID-19, o gigante mundial de reservas de alojamentos parece ter-se transformado num acérrimo defensor dos hóspedes, mesmo que isso represente fechar os olhos à defesa da saúde pública.



Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter