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“Beba a ginja e coma o copo”

Na edição anterior, que pode ser lida AQUI, foi feita uma apresentação sobre a marca Oppidum e os produtos que comercializa. Hoje, a intenção é mostrar como essa ginja é feita e algumas curiosidades.

O saber de uma tradição

O período de floração das ginjeiras ocorre de finais de Abril e a de produção manual em meados de Maio, altura caracterizada pela exposição solar, brisas atlânticas e humidade, o que provoca nevoeiros matinais, fazendo das ginjas do Sobral da Lagoa o fruto desejado por muitos licoristas para a produção dos seus licores.

Com o início do Verão, o Sobral da Lagoa ‘pinta-se’ de vermelho com as suas ginjeiras carregadas de fruto.

Ainda hoje, camponeses com os seus burros, carregam cestos cheios de ginja a partir de quintais e parcelas de terreno.

Após a apanha da ginja, que mobiliza jovens a graúdos, a ginja é colocada em álcool, onde permanece durante 3 a 4 anos, de forma a conseguir-se obter um extrato alcoólico saturado em ginja e no qual o álcool extrai o sabor, desde a polpa ao caroço, o que confere a singularidade do sabor.

Após o tempo devido, em maceração, as ginjas são escorridas e esmagadas e é adicionado o açúcar.

Oppidum – O segredo bem guardado

A concentração do processamento dos frutos de qualidade, para obter um licor puro, aromático e de graduação alcoólica equilibrada, quando bebido proporciona uma panóplia de sabores aveludados e encorpados. O processo inicia-se na seleção do fruto (nos ginjais) com produtores que, há décadas, fornecem as suas ginjas.

Quanto mais silvestres forem as ginjeiras, mais agridoce é o fruto e melhor o produto final.

Retirado o pedúnculo (um a um) na licoraria, o fruto passa para uma infusão hidro-alcoólica onde se mantém durante anos (quantos mais, melhor) até atingir o resultado desejado, num processo demorado que requer persistência, devoção e saber.

“Beba a ginja e coma o copo”

O fundador da marca não parou no tempo, como se costuma dizer. A ousadia e a criatividade estão no seu ADN. E mais uma ideia que nasce.

Dário Pimpão adquire uma caixa de chávenas de chocolate e sugere ao seu parceiro comercial, a Loja do Vinho, primeira garrafeira a abrir em Óbidos, a experimentar a venda do licor de ginja em chávena de chocolate.

A ideia despertou logo o interesse e rapidamente se concretizou, até porque Dário Pimpão viu também nela uma janela de oportunidades e colocou mãos à obra.

Após inúmeras tentativas, nasceu a ginja com chocolate, resultado da harmonia entre dois produtos naturais que se complementam.

A rotina e o gosto da novidade da ‘mistura’ não demoraram a chegar junto do público apreciador ou curioso, conquistando novos adeptos. Sempre sob o slogan “Beba a ginja e coma o copo”

Daí até aparecerem os bombons recheados com licor de ginja, foi um curto prazo.

Hoje, embora não seja necessário um passeio até Óbidos, a tradição da ginjinha em copo de chocolate tornou-se moda e muito especialmente se for Oppidum.

Uma alquimia ímpar e doce, resultado de aliar o licor tradicional da ginja ao chocolate de qualidade, que também já percorre o mundo.



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