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Banco Mundial não acredita na recuperação do turismo este ano

O Banco Mundial revela que as economias muito dependentes do turismo não poderão contar com este sector para recuperarem os níveis de actividade económica durante este ano.

Mesmo assim, o Banco Mundial melhorou previsões económicas para o ano passado, mas cortou na recuperação prevista para este ano. Entre as economias avançadas, a zona euro é das mais afectadas.

Vários sectores de serviços vitais para a economia da região – em particular o turismo – permanecem deprimidos e não devem recuperar até que uma gestão eficaz da pandemia melhore a confiança na segurança das interacções pessoais, avisa a instituição sediada em Washington. Ou seja, economias muito dependentes dos serviços ligados ao sector do turismo, como o caso de Portugal, podem registar uma retoma mais lenta.

O impacto sem precedentes neste sector é avaliado comparando com outros eventos que afectaram ou causaram grande destruição económica, como o atentado terrorista em Madrid, no dia 11 de Março de 2004 e a crise financeira global de 2008/2009. Em nenhum destes momentos o turismo sofreu uma destruição tão elevada., diz o Banco Mundial, acrescentando projecções no seu relatório que apontam para uma queda brutal das actividades ligadas a este sector de 98,4% na zona euro, ou seja, praticamente parou.

As exportações de turismo representavam 8,6% do PIB em 2019, o quarto valor mais elevado na área do euro, indicou o Banco de Portugal no boletim económico de Dezembro, prevendo que só em 2023 seriam recuperados os níveis pré-pandemia.

Esta revisão é justificada com a segunda vaga da pandemia que travou a recuperação verificada no terceiro trimestre do ano passado que obrigou vários Estados membros a reintroduzirem medidas restritivas, refere o documento.



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