Início Opção Turismo APAVT concorda que se volte ao reembolso em dinheiro

APAVT concorda que se volte ao reembolso em dinheiro

A APAVT aceita com naturalidade o fim da excepção aos reembolsos das viagens canceladas, conforme aprovado a semana passada pelo Conselho de Ministros. O que preocupa a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo é a quase inexistência de reservas para viagens ao estrangeiro.

Em declarações ao Opção Turismo, o presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, defende que não é esta lei que nos prejudica, o que precisamos é de prosseguir com o Governo o contrato que visa a manutenção do emprego no sector, bem como os apoios à tesouraria e à recapitalização das empresas. E se estas respostas não chegarem a tempo, podem prejudicar as empresas mais frágeis.

Costa Ferreira disse ao Opção Turismo que o sector nem quer pensar que esses apoios possam vir a regredir, com um lay-off menos agressivo, mas falta clarificar, adiantando, no entanto, que o diálogo com o Governo tem sido constante

Recorde-se que as agências de viagens voltam a reembolsar em dinheiro, no prazo máximo de 14 dias, as viagens canceladas, mas apenas as reservadas após a publicação, em Diário da República, da revogação da medida extraordinária tomada pelo Governo há 5 meses de permitir compensarem os consumidores com vouchers ou com reagendamentos das viagens, segundo nos explicou fonte da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.

O presidente da APAVT, ao Opção Turismo, esclareceu que esta medida extraordinária permitiu dar tempo a toda a cadeia de valor do turismo com a finalidade de organizar a tesouraria devido à necessidade de grande número de reembolsos. Neste momento a esmagadora maioria do processo está resolvido e alguns vouchers já foram utilizados para viagens este Verão. Esses vales, refira-se, podem ser utilizados pelos consumidores até 31 de Dezembro 2021. Quem não utilizar até aí pode ser ressarcido em dinheiro a partir daí.

O que estava previsto era que a nova medida, negociada entre a APAVT e o Governo, apesar das pressões da União Europeia, só entraria em vigor no final de Setembro, o que acabará por acontecer antes, até porque estará por dias a sua publicação em Diário da República.

Mesmo assim, a APAVT considera que a decisão de antecipar um mês, não vai ter impacto negativo num sector que aplicou bem a medida. Pedro Costa Ferreira garante que a medida tomada em Março já cumpriu a sua função.

Pedro Costa Ferreira defende que o sector respondeu bem a uma lei que foi bem aplicada e que protegeu os consumidores. O governo interpretou que se podia regressar a uma certa normalidade antes do previsto e a Associação assim entende também.

O dirigente aplaude igualmente o Governo português face às intenções de Bruxelas em relação à política de reembolsos, lembrando que Portugal foi o último país da União Europeia a revogar a medida extraordinária assumida no início da pandemia.

 



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