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APAVT: Companhias aéreas reagem

Com uma situação financeira já débil, companhias como a TAP e a SATA viram as suas contas ainda mais expostas com as paragens forçadas. E como recuperam?

Acabámos de lançar neste dia 1 de Dezembro um novo plano de tarifas flexíveis, “compra com confiança” e onde todas as tarifas são totalmente flexíveis, anunciou Silvia Mosquera, CCRO da TAP. Com este novo produto, a companhia aérea portuguesa pretende reforçar a confiança dos clientes e dar-lhes segurança ao comprarem.

No Grupo SATA, a pandemia serviu para as empresas açorianas se adaptarem e afinar modelos de trabalho.

Também estamos a atravessar um plano de reestruturação e definimos uma estratégia assente na obsessão com o cliente, rapidez e transparência nas decisões e envolvimento interno”, garantiu Luis Rodrigues, presidente da SATA.

Em resultado deste esforço, as companhias registam níveis de pontualidade acima dos 90 por cento. 2022 será um ano recorde para a SATA em vários sentidos”.

Com o levantamento de restrições e o avanço da vacinação, também a TAP registou uma retoma da procura a partir do Verão.

Recuperámos 80% da capacidade que tínhamos antes da pandemia. Para o próximo ano, prevemos uma melhoria de 60% face aos números que registávamos em 2019”, acrescenta. A recuperação destes números assenta essencialmente na procura do mercado doméstico e étnico. O corporate está mais atrasado”, revela Silvia Mosquera.

Também o CCO da ANA- Aeroportos de Portugal, reafirma esta melhoria dos números do tráfego aéreo. Com a gestão de 10 aeroportos, a empresa regista atualmente um crescimento entre os 40 e 50%, embora a velocidades diferentes.

Falar de previsões é difícil. Nos últimos 20 meses não tenho feito outra coisa senão errar. Surto após surto, temos tido perdas sucessivas. Agora estamos a ter recuperações acima do previsto, conta Francisco Pita, CCO da ANA. Entre as regiões com melhor desempenho, destacam-se os Açores e a Madeira, que em Novembro atingiram níveis semelhantes aos verificados em 2019, seguindo-se o Algarve, primeiro com o verão e depois com a procura do golfe que se transferiu da primavera para este outono. Lisboa e o Porto estão a recuperar, ainda que de forma mais lenta.



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