Início B1A APAVT com preocupações quanto ao futuro

APAVT com preocupações quanto ao futuro

COMPARTILHE

No discurso de abertura do 45.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre no Funchal, sob o tema “Turismo: Opções Estratégicas”, o presidente, Pedro Costa Ferreira, aproveitou a presença da nova secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, para lhe mostrar a preocupação da associação quanto ao futuro.

Pedro Costa Ferreira considera que o sector das viagens continua “de pernas para o ar” quanto à segurança dos consumidores em caso de falência das companhias aéreas e quer regulação nesta legislatura, pelo que terá de haver um maior diálogo com o Governo nos próximos tempos.

O sector das viagens continua absolutamente virado de pernas para o ar, no que à gestão da segurança dos consumidores se refere. Por um lado, o sector das agências de viagens soube construir um edifício que se solidifica ano após ano, na defesa da segurança e da confiança dos nossos clientes. O Fundo que garante as viagens organizadas tem neste momento um valor de 6,5 milhões de euros, tendo crescido mais de 800.000 euros desde janeiro. Por outro lado, as apólices de seguro que foram construídas pela APAVT e pelos principais ‘players’ do mercado, mostram-se robustas e capazes de gerir riscos relevantes, a preços competitivos.

No que concerne às falências das companhias aéreas, o presidente da APAVT considerou o assunto preocupante tendo em conta que se terá a temer muito mais a falência de uma companhia aérea, do que qualquer outro incidente, nas viagens dos turistas, acrescentando que, nos últimos dois anos, faliram 36 companhias aéreas e que este problema não vai ficar por aqui, “quer pela agressividade das apostas comerciais, quer pelas estratégias de venda de rotas aéreas a destinos fragilizados e incapazes de atraírem procura de outra forma.

Continuando “as lembranças” a nova secretária de Estado do Turismo, Rita Marques – que pouco adiantou, refira-se, na sua intervenção, Pedro Costa Ferreira chamou a atenção para o facto do assunto ser discutido tanto na ECTAA, a confederação europeia das agências de viagens, como em Portugal, onde desenvolvemos um trabalho conjunto com o anterior secretário de Estado das Comunidades e com a DECO, com o objectivo de criação de um Fundo de protecção dos viajantes, que englobe a falência das companhias aéreas. A segurança do mercado exige que este assunto veja a luz do dia durante esta legislatura.

Como que em resposta, a secretária de Estado do Turismo afirmou que capacidade de investimento é um desafio do sector, considerando que as empresas agudizam a nível fiscal, garantindo que obter um sistema mais justo será agarrado com assertividade.

Rita Marques acrescentou que certamente um grande desafio prende-se com a capacidade de investimento. Falamos das empresas, das parcerias público-privadas, mas é mais do que notório que as empresas agudizam a nível fiscal recordando que o ministro da Economia tem referido a necessidade, que está no Programa do Governo, de procedermos ao alívio fiscal.

Isto é especialmente importante quer para as famílias, quer para os empresários, termos um sistema fiscal mais justo que possa potenciar maior investimento também no Turismo, disse a recém empossada secretária de Estado do Turismo.