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António Costa diz que retoma da TAP não pode ser feita à revelia do Estado

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Foram palavras duras do Primeiro-Ministro à retoma da operação da TAP. António Costa afirmou esta quarta-feira (27), que a Comissão Executiva da transportadora aérea portuguesa tem o dever legal de gestão prudente e não tem credibilidade um plano de rotas sem prévia informação sobre a estratégia de reabertura de fronteiras de Portugal.

-Vejo-me obrigado a recordar à Comissão Executiva da TAP os deveres legais de gestão prudente e responsável, que não são compatíveis com a definição, divulgação e promoção de planos de rotas cuja viabilidade depende da vontade soberana da República na gestão das suas fronteiras, escreveu o Primeiro-Ministro da sua página do Twitter.

A companhia aérea nacional anunciou na passada segunda-feira que iria reiniciar dezenas de voos semanais, já a partir de Junho.

António Costa afirma que a transportadora desconhece a estratégia de reabertura de fronteiras de Portugal, razão pela qual não pode implementar voos sem as fronteiras nacionais estarem restabelecidas.

O chefe do executivo lembra que a gestão das fronteiras é uma responsabilidade soberana do Estado português e que as restrições à circulação aérea se mantêm por tempo indeterminado, devido ao contexto de pandemia.

As palavras de Costa foram duras, dirigidas à Comissão Executiva da TAP e é a primeira vez que o faz durante este braço-de-ferro entre o Estado e a companhia aérea, que pediu ajuda para fazer face aos graves problemas financeiros que atravessa.

Refira-se que vários autarcas e entidades ligadas ao turismo das regiões do Norte do país e do Algarve mostraram-se indignados com as opções da TAP, já que a maioria das ligações serão feitas a partir de Lisboa.

A presente pandemia exigiu e exige por tempo ainda indeterminado a imposição de restrições na circulação nas fronteiras terrestre, marítima e aérea.

 

 

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